Eleitores de Campo Grande vão às urnas para escolher novo prefeito neste domingo (12)

Pleito no município ocorre menos de um ano após a eleição e conta com reforço policial, além de regras para prevenir a Covid-19

Eleitores do município de Campo Grande, no Agreste de Alagoas, voltam às urnas, neste domingo (12), para escolher um novo prefeito. O pleito ocorre menos de um ano após as eleições municipais e três candidatos disputam a preferência local: Cícero Pinheiro (MDB), Maria Inês (Democratas) e Téo Higino (Republicanos).

A eleição suplementar foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), após o plenário da Corte indeferir o registro de candidatura de Arnaldo Higino (PP), ex-prefeito do município, condenado por improbidade administrativa. Ele havia sido reeleito no pleito padrão, com 51,40% dos votos, e derrotou o candidato Cícero Pinheiro, que obteve 48,11% dos votos.

Nas eleições deste domingo, quatro pontos de votação e 27 seções eleitorais foram preparados para receber os mais de 8.400 eleitores registrados no município alagoano. De acordo com o TRE, em decorrência da pandemia de Covid-19, uma série de medidas e protocolos sanitários foi implementada, com a finalidade de garantir a segurança dos cidadãos durante o pleito. Dentre as regras para a população, estão o uso obrigatório de máscaras e a proibição de aglomerações nas proximidades dos locais de votação.

Já comum nas eleições, a identificação biométrica não será utilizada durante o pleito. A suspensão faz parte das medidas de prevenção contra a Covid-19. Assim, os eleitores devem ir votar munidos de documento oficial com foto e devem levar a própria caneta para assinar o caderno de votação. A votação ocorrerá das 7h às 17h, e idosos, gestantes e deficientes terão prioridade.

CLIMA NA CIDADE

Eleição suplementar em Campo Grande acontece neste domingo - Foto: Divulgação

A disputa fora de época movimentou a cidade nos últimos meses e na última semana. Fatos recentes, como a prisão de José Rozendo, candidato a vice-prefeito na chapa com Téo Higino (Republicanos), deixou os ânimos ainda mais instáveis no município.

Para garantir que o pleito ocorra dentro da normalidade, a Polícia Militar (PM) divulgou que reforçou o efetivo policial na cidade e 45 policiais atuarão durante a eleição, que contará, também, com o reforço de uma aeronave da Secretaria da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) e viaturas extras.

O pleito também contará com 47 servidores da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), dentre eles, oficiais do Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial (Tigre), Polícia Judiciária e Asfixia. Eles atuarão na prevenção e combate a crimes, como boca de urna, aglomerações e compra de votos.

Além disso, o TRE disponibilizou o número (82) 99844-0408 para que a população denuncie a disseminação de fake news. As denúncias podem ser feitas das 8h às 22h, pelo WhatsApp e por meio de ligação. O anonimato é garantido pelo órgão.

SEGURANÇA DA URNA ELETRÔNICA

As cargas das urnas da eleição suplementar do município de Campo Grande foram concluídas pelos técnicos do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) no dia 7 de setembro. O juiz da 20ª Zona Eleitoral, Alberto Ramos, participou das atividades, contando, também, com a presença de representante da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas – OAB/AL.

As atividades com os equipamentos eletrônicos começaram na segunda-feira (06), com a geração das mídias que integram as urnas eletrônicas. Gerar as mídias significa dizer que o ecossistema da urna – alimentado com os dados eleitorais específicos daquele pleito, a exemplo dos nomes dos candidatos aptos, – será gravado nos “flash cards” e nas “mídias de resultado” que alimentarão as urnas.

Geradas as mídias, é preciso dar carga nas urnas, e isso ocorre em duas etapas. Primeiramente, utiliza-se uma mídia de carga para inserir o ecossistema da urna eletrônica em cada uma das máquinas. Um único cartão é capaz de dar carga em várias urnas. Num segundo momento, são instaladas na urna uma mídia de votação e uma memória de resultado.

A mídia de votação ficará intocada por um período legal determinado após as eleições, caso seja necessário executar algum procedimento de auditoria. A memória de resultado será retirada da urna pelo presidente da seção e entregue à junta apuradora para transmissão e totalização dos votos.