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Imagem ilustrativa da imagem Pastel 101: o desvio na BR-101 que vale a pena fazer por uma costela defumada

BLOG DO
Serginho Jucá

Sobre o autor

Serginho Jucá Serginho Jucá é um chef de cozinha alagoano reconhecido por sua autenticidade, que combina criatividade com as tradições culinárias de Alagoas. De acordo com a Forbes, sua cozinha acena para a arte. Fundador do recanto de arte gastronômica, o restaurante Sur em na rota Ecologica de milagres, Serginho ganhou destaque nacional como finalista do programa Mestre do Sabor, da TV Globo, em 2020. Neto de Yêda Rocha, uma das quatro irmãs Rocha, pioneiras na catalogação da culinária alagoana, Serginho cresceu inspirado pela rica herança gastronômica de sua família. Vovó Yêda, autora de "As Delícias da Cozinha Alagoana", foi uma grande influência, ensinando-lhe a preparar pratos que valorizam os ingredientes de sua terra. Serginho aperfeiçoou seus conhecimentos na Escuela de Hotelería de Sant Pol de Mar e na Espai Sucre, em Barcelona. O restaurante Sur está na lista dos 50 melhores restaurantes do país, publicada no Guia Quatro Rodas Brasil 2015, e foi a casa mais bem colocada do Nordeste brasileiro no ranking, assumindo a 40ª posição. O Sur também recebeu uma Estrela do Guia 4Rodas e foi considerado uma das cinco melhores experiências gastronômicas do Nordeste pelo prêmio Melhores do Ano da revista Prazeres da Mesa. Serginho foi premiado nacionalmente como “Chef Revelação” do ano, consolidando sua posição como um dos chefs mais inovadores e talentosos do Brasil. Aqui no blog, Serginho escreve sobre sua principal paixão, a gastronomia, compartilhando receitas especiais e suas obras culinárias únicas, além de visitas em restaurantes alagoanos e o seu contato com a gastronomia local. Sua motivação está em dar visibilidade também a cozinheiros, chefs, instituições, negócios locais e outros restaurantes. Ele traz à tona sua vivência na cozinha, mesclando tradições familiares com técnicas modernas, sempre valorizando os ingredientes locais e a rica cultura alagoana.

Pastel 101: o desvio na BR-101 que vale a pena fazer por uma costela defumada

Opa, pessoal!

Tem certas viagens que a gente lembra pelo destino. Outras, pelo caminho. E tem aquelas em que o desvio de rota acaba virando a melhor parte da história.

Eu estava seguindo em direção a Penedo para participar do terceiro Festival de Jazz e Gastronomia de Penedo quando resolvi fazer uma pequena mudança no roteiro: parar em Junqueiro para finalmente provar um dos pastéis mais comentados de Alagoas, o famoso Pastel de costela defumada do Pastel 101!

E se era para fazer o desvio, eu não tinha muita dúvida sobre o que pedir. Fui direto ao mais famoso da casa. Para acompanhar, aquele casamento que parece ter sido inventado especificamente para esse momento: caldo de cana bem gelado. E olha… valeu a parada.

Um pastel que nasceu em casa e ganhou a estrada. O Pastel 101 tem uma história daquelas que combinam perfeitamente com a comida que serve: começou pequeno, familiar e na base do trabalho diário.

A história de Verônica Mendes e Adeildo Henrique começou quando os dois produziam apenas 15 massas de pastel dentro de casa. A massa era aberta até com uma garrafa de cerveja, e os pastéis eram vendidos de porta em porta. Antes disso, Adeildo, que havia sido caminhoneiro, e Verônica complementavam a renda vendendo bolos no Centro de Junqueiro.

A grande virada veio quando encontraram uma receita de massa que consideraram ideal e decidiram apostar naquilo que hoje é uma das marcas registradas do Pastel 101: pastéis grandes, artesanais e com recheio generoso.

E talvez esteja aí parte do segredo. Não é aquele pastel que você termina e pensa: “podia ter mais recheio”. Pelo contrário. Ele chega à mesa com presença.

Hoje, o negócio cresceu e continua sendo uma empresa familiar. Os filhos João Vitor e Pedro também participam da operação, ao lado da nora Joana Vivian.

E a costela defumada?

É ela que transformou o Pastel 101 em parada obrigatória para muita gente que cruza a região.

O pastel de costela defumada com queijo coalho é o campeão de pedidos da casa e chega a ultrapassar 100 unidades vendidas em alguns dias.

Eu entendi perfeitamente. A costela defumada traz aquele sabor profundo, marcado pela fumaça, enquanto o queijo coalho entra trazendo textura e aquele sabor tão nosso. Tudo isso dentro de uma massa dourada, crocante por fora e generosamente recheada.

É o tipo de pastel que não precisa de muita explicação. Você morde e entende.

E aí vem o caldo de cana.

Gelado, doce, refrescante e quase obrigatório para acompanhar uma fritura desse tamanho. Para mim, é uma daquelas combinações que fazem parte da experiência tanto quanto o próprio pastel.

Mas não é só de costela que vive o cardápio! Embora a costela defumada seja a estrela, o menu vai bem além dela. O Pastel 101 trabalha atualmente com 14 sabores, entre opções tradicionais, especiais e doces.

Tem frango com queijo, frango com catupiry, camarão, pizza, queijo e Romeu e Julieta, entre outras possibilidades. Ou seja: dá para chegar sozinho com vontade de experimentar o famoso de costela ou chegar em grupo e fazer aquela divisão democrática, cada um pede um sabor e todo mundo prova um pedaço.

Porque pastel bom também é comida de compartilhar. De parada na estrada a destino, talvez essa seja a parte mais interessante da história do Pastel 101.

O lugar começou atendendo quem estava ali perto e foi crescendo justamente a partir dessa relação com as pessoas. Hoje, já ultrapassou a lógica de ser simplesmente “aquele pastel que tem na BR-101”.

A marca mantém a unidade em Junqueiro e também chegou a Arapiraca, na Rua Expedicionários Brasileiros, 15 — Centro, ampliando a presença de uma pastelaria que nasceu de uma produção doméstica e se transformou em negócio familiar. A empresa também passou a trabalhar com delivery e até com serviço de pastel para eventos, levando a estrutura para outros locais.

E tem algo bonito nisso: às vezes, um negócio de estrada vira parte da própria memória afetiva de quem viaja. Você passa uma vez, prova. Na próxima viagem, já pensa em parar novamente. Foi exatamente o que aconteceu comigo. A próxima parada já está marcada!

Eu estava indo para Penedo. Tinha festival, jazz, gastronomia e toda uma programação esperando por mim.

Mas antes da minha aula, precisei fazer esse pequeno desvio.

E talvez essa seja uma das melhores coisas de viajar por Alagoas: deixar espaço para o caminho surpreender a gente.

O Pastel 101 entrou nessa viagem como uma parada estratégica e saiu dela como uma recomendação.

Se você estiver pela BR-101, em Junqueiro, não precisa inventar muito: peça o pastel de costela defumada, coloque um caldo de cana bem gelado ao lado e depois me diga se eu estava exagerando.

E é isso, pessoal!

No instagram, você os encontra através do @_pastel101

Até a próxima!

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