Homem que confessou 24 homicídios e passou 30 anos preso morre em confronto com a polícia

Cabelinho, como era conhecido, reagiu a abordagem policial e foi atingido por um disparo na madrugada deste sábado

Um confronto com a polícia na madrugada deste sábado (1º) resultou na morte de um dos criminosos mais perigosos que havia ganhado a liberdade em Alagoas no último mês de fevereiro. Erivaldo Francisco Neves de Oliveira, conhecido como Cabelinho, de 49 anos, havia confessado o homicídio de 24 pessoas, sendo uma delas o próprio irmão dele, que teve o corpo aberto para que o coração fosse arrancado. Ao deixar o sistema prisional alagoano, ele rompeu a tornozeleira e fugiu, sendo procurado pela polícia desde então.

Conforme informações repassadas pelo delegado Gustavo Xavier, diretor da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), Cabelinho estava em Pernambuco e já se articulava para cometer novos crimes, ligados a homicídios e tráfico de drogas.

Nesta madrugada, agentes da Deic e policiais penais, com o apoio da Delegacia Regional de Garanhuns, foram até a casa onde ele estava para cumprir o mandado de prisão. Ao entrarem no imóvel, os agentes da segurança foram recebidos a tiros e revidaram. Cabelinho foi atingido por um disparo e levado até o Hospital de Garanhuns, onde não resistiu e morreu.

Uma pistola calibre 380 foi apreendida com o suspeito. Segundo Gustavo Xavier, uma irmã de Cabelinho estava na casa no momento em que os policiais chegaram ao local, mas quando percebeu a movimentação, apenas deixou o imóvel sem questionamentos.

Cabelinho havia sido solto em fevereiro deste ano, após 30 anos detido no sistema prisional. Em entrevista à repórter Regina Carvalho, em 7 de outubro de 2017, ele demonstrou frieza e contou ter se arrependido apenas de um dos crimes: o que vitimou o próprio irmão dele.

Na época em que foi entrevistado, ele estava preso desde 1990 e confessou 24 assassinatos, sendo 13 dentro do sistema prisional e 11 fora, todos com uso de faca. Ele revelou que o único arrependimento era de ter matado o próprio irmão um dia após o aniversário dele. Segundo ele, foram “umas cem” facadas, dadas com a sensação de “como se tivesse com fome e tivesse almoçando”.