Familiares do adolescente morto em Palmeira se reúnem com a SSP
Parentes cobram agilidade nas investigações e contestam versão dada pelos militares que estavam na ocorrência

A vice-prefeita do município de Palmeira dos Índios, Sheila Duarte, e familiares do jovem Gabriel Lincoln Pereira da Silva, de 16 anos, estarão reunidos, nesta terça-feira (6), com o secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, para pedir agilidade nas investigações referentes à morte do adolescente, que foi a óbito após ser baleado por policiais militares que faziam patrulhamento na cidade.
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De acordo com a polícia, o jovem teria fugido de uma abordagem e efetuado um disparo em direção aos militares, que revidaram e atingiram o adolescente, que guiava uma moto no momento do fato. A família nega que Gabriel estivesse armado e contesta a versão dos policiais.
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De acordo com o delegado João Paulo Cavalcante, que apura o caso, um inquérito foi instaurado e as investigações estão em andamento para entender como se deu a dinâmica da perseguição policial. Imagens de câmeras de monitoramento do local onde Gabriel foi baleado e de ruas adjacentes estão sendo analisadas.
Além disso, também foi solicitada a realização do exame residuográfico, que pode identificar vestígios de pólvora nas mãos do adolescente. A arma que supostamente teria sido usada pelo jovem é um revólver calibre 38, que foi apreendido e está sendo analisado. A polícia busca, inclusive, o nome da pessoa na qual o revólver está registrado.


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O caso que terminou na morte de Gabriel ocorreu no último sábado (3). De acordo com a família, o adolescente estava voltando de um supermercado em uma moto e seguia em direção ao quiosque da família, onde ele costumava ajudar a mãe nas vendas.
A Polícia Militar informou que o jovem estava empinando a moto, furou um sinal vermelho e teria desobedecido uma ordem de parada, efetuando um disparo contra os policiais. Gabriel, após ser baleado, foi socorrido pelos próprios militares e levado à UPA de Palmeira dos Índios, onde já chegou em óbito.
