Agentes de saúde e endemias de Maceió entram em greve por tempo indeterminado

Decidida em assembleia, medida atinge todos os serviços ofertados à população; categoria faz protesto na Avenida Fernandes Lima

Em uma assembleia geral extraordinária da categoria realizada nesta quinta-feira (29), no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), no Farol, em Maceió, representantes dos sindicatos dos agentes de endemias e saúde decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a partir de hoje. A categoria, inclusive, bloqueou os dois lados da Avenida Fernandes Lima, em forma de protesto, e está causando muitos transtornos no trânsito na região, impactando em outros pontos da capital alagoana.

A decisão atinge todos os serviços ofertados à população. Segundo o sindicalista Cláudio Correia, a greve é o único caminho que resta, já que o prefeito JHC não recebe os sindicalistas e fica 'enrolando' os trabalhadores.

"O prefeito não paga o piso. Então é preciso mandar um projeto para a reestruturação no nosso plano de cargos e carreiras. É de lamentar que o prefeito não nos recebe mais, por isso, infelizmente a greve é o caminho decidido pela categoria" afirmou.

Os agentes de saúde e endemias cobram o pagamento de piso salarial com protesto que bloqueou a Av. Fernandes Lima - Foto: Cortesia

A assembleia dos agentes transcorreu de forma pacífica e sem incidentes. Representantes do Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar acompanharam a mobilização.

Cerca de 1.200 agentes de saúde e endemias aguardam o pagamento da equiparação do piso nacional da categoria, conforme a Lei N° 1141/2022, de 25 de julho, em seu Art. 1°. Este determina que o vencimento dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias, ativos e inativos, fique fixado no valor de R$ 2.424,00 (dois mil, quatrocentos e vinte e quatro reais). Um aumento de cerca de 30%.

Agentes de saúde e endemias de Maceió decidem pela greve em assembleia no CEPA e fecham Avenida Fernandes Lima durante caminhada - Foto: Cortesia

A luta dos agentes de saúde e endemias tem sido árdua. Inclusive os representantes das classes já ocuparam a sede da Secretaria de Economia de Maceió, numa tentativa de pressionar o Executivo para o cumprimento do pagamento do piso como manda a lei.

Após uma semana de ocupação, a saída do prédio aconteceu após a Justiça, por meio da 14ª Vara da Fazenda Pública, convocar uma audiência de conciliação, realizada com os representantes dos trabalhadores, e determinar a desocupação, que ocorreu pacificamente.

Na oportunidade, os agentes exigiam uma negociação definitiva com a Prefeitura de Maceió, fato que não aconteceu, desencadeando a decisão da categoria pela greve por tempo indeterminado.