Entenda por que a Justiça concedeu liberdade ao pai suspeito de desviar R$ 113 mil de doações para o filho
Dinheiro foi arrecadado em campanhas sociais e seria usado no tratamento da criança

Ao entender que não estavam mais presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva, a Justiça de Alagoas concedeu liberdade provisória ao homem investigado por supostamente desviar cerca de R$ 113 mil arrecadados em campanhas solidárias destinadas ao tratamento médico do próprio filho, em Murici. O alvará de soltura foi expedido nessa quinta-feira (2).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O caso foi investigado pelo 116º Distrito Policial de Murici, sob condução do delegado titular Mário Jorge Marinho, após denúncia registrada pela mãe da criança. Segundo o inquérito, o valor arrecadado em campanhas solidárias teria sido depositado em conta aberta em nome do pai, responsável pela administração dos recursos.
Leia também
As investigações apontaram que a criança, à época com 1 ano e 5 meses, contraiu pneumonia, teve agravamento do quadro clínico e acabou sofrendo amputação dos membros superiores e inferiores. As campanhas tinham como objetivo custear o tratamento médico e uma viagem para São Paulo, onde a criança receberia próteses.
A mãe procurou a polícia após constatar que os valores não estavam mais disponíveis quando precisou viabilizar a viagem. A partir disso, a Polícia Civil instaurou inquérito, ouviu envolvidos e analisou movimentações bancárias.


Pré-candidato ao governo de AL, Renan Filho defende alianças: 'não se faz política só'

Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa
De acordo com a investigação, aproximadamente R$ 113 mil teriam sido movimentados e utilizados pelo investigado em apostas virtuais, restando cerca de R$ 300 na conta destinada ao tratamento da criança. Concluído o inquérito, o homem foi indiciado pelos crimes de furto qualificado praticado contra vulnerável, estelionato contra vulnerável e abandono material.
Ele chegou a ser preso no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, mas teve a prisão preventiva revogada pela Justiça.
Durante a decisão que resultou na soltura, o advogado de defesa Caio César sustentou que não estavam presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal para manutenção da prisão preventiva.
Segundo a defesa, a decisão anterior se baseava em fundamentos genéricos, como repercussão social e comoção pública, sem elementos concretos que justificassem a medida extrema.
O advogado afirmou ainda que não houve risco à investigação, como tentativa de fuga, ameaça a testemunhas ou reiteração criminosa, e que o processo já se encontra em fase avançada de instrução.
