Terceiro preso pela morte de auditor isenta mãe e irmão do crime e alega que agiu sozinho, diz PC
João Assis estava em serviço quando foi assassinado; segundo o IML, ele teve 95% do corpo carbonizado
O terceiro suspeito pela morte do auditor fiscal João Assis, preso na tarde desta segunda-feira (29), alegou à Polícia Civil de Alagoas que agiu sozinho, isentando o irmão e a mãe de participação, ambos presos pelo homicídio e fraude processual, respectivamente.
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O crime ocorreu na sexta-feira (26), enquanto João Assis estava em serviço. De acordo com investigações policiais, ele teria realizado uma abordagem ao estabelecimento pertencente à família suspeita por causa de irregularidades.
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De acordo com depoimento do investigado preso nesta segunda-feira, ele agiu sozinho, quando, durante a abordagem, ele e a vítima começaram a discutir, momento em que ele teria esfaqueado o auditor fiscal por diversas vezes. Conforme informações da defesa, o auditor teria sido morto porque estava cobrando propina dos suspeitos.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier, esse suspeito teria afirmado que a vítima caiu ao chão e, diante disso, ele pegou uma pedra e jogou contra a cabeça do auditor.


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Laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que o auditor fiscal foi morto por instrumento contundente. Após isso, a vítima foi levada para um canavial, próximo à Avenida Cachoeira do Meirim, no Benedito Bentes, onde teve o corpo queimado. Segundo o IML, João Assis teve 95% do corpo carbonizado, só ficando preservada a parte posterior da cabeça.
A mãe dos dois suspeitos pelo crime foi presa também nesta segunda-feira (29), suspeita de fraude processual. Segundo a polícia, ela tentou apagar vestígios do crime e da autoria, ao levar o corpo da vítima dentro de um carro para a ocultação do cadáver. Ela também teria limpado sangue do estabelecimento para encobrir a cena.
Imagens de videomonitoramento mostram o momento em que o carro da vítima, que estava plotado com símbolo da Sefaz, é transportado acompanhado de outros veículos pertencentes à família. Segundo o delegado Gustavo Xavier, o objetivo também era o de esconder o veículo.
Até o momento, os dois irmãos e a mãe estão presos. A polícia continua a investigar o caso.
*Com TV Pajuçara


