Polícia suspeita de tortura contra pacientes de clínica em Maceió; vítimas tinham marcas no corpo
Onze pessoas foram resgatadas do estabelecimento; câmeras, DVR, celulares e prontuários foram apreendidos
A Polícia Civil de Alagoas investiga se pacientes resgatados de uma clínica psiquiátrica que funcionava de forma irregular, no bairro Santa Amélia, em Maceió, eram vítimas de tortura. Onze pessoas, entre elas um idoso, foram retiradas do estabelecimento nesta quinta-feira (8). Segundo o delegado Antonielson Machado, alguns dos pacientes apresentavam marcas pelo corpo, o que levou os investigadores a trabalharem também com essa hipótese.
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Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, câmeras de segurança, equipamento de DVR e prontuários médicos. O material será analisado durante a investigação e poderá ajudar a esclarecer o que acontecia dentro da clínica e as circunstâncias em que os pacientes eram mantidos no local.
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Os agentes também encontraram vários maços de cigarros e um quadro com a rotina dos internos, no qual estavam determinados horários para diferentes atividades ao longo do dia. Entre eles, havia um período específico destinado a fumar. A presença dos cigarros e a organização da rotina deverão integrar a apuração sobre as condições oferecidas aos pacientes no estabelecimento.
A ação foi realizada pela Polícia Civil, por meio do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO) e da Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis. Durante o cumprimento do mandado, os agentes também identificaram indícios de sequestro e cárcere privado. Um homem de 67 anos, apontado como responsável pela clínica, foi preso em flagrante.


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Após o resgate, os 11 pacientes foram encaminhados ao Hospital Escola Portugal Ramalho, onde passarão por avaliações médicas e físicas. A análise também deverá auxiliar na identificação de eventuais lesões e definir se cada paciente será encaminhado para outra unidade de atendimento ou poderá retornar para a casa de familiares.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer as condições em que as vítimas eram mantidas e apurar as possíveis responsabilidades pelo funcionamento do estabelecimento.
