Presidente do Conselho diz que Leila Pereira está insatisfeita com Mattos
E ela responde: "Eu não interfiro nas decisões do futebol. Eu sou conselheira e patrocinadora e sei bem as minhas atribuições no clube"
O presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, Seraphim Del Grande, disse em entrevista à Rádio Globo, nesta terça-feira (15) que a conselheira e patrocinadora master do clube, Leila Pereira, está insatisfeita com o trabalho do diretor de futebol palmeirense Alexandre Mattos.
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O dirigente vem sendo muito pressionado nos bastidores para deixar o Verdão. Em resposta, Leila afirmou que não interfere no departamento. "Estou falando com ela há muito tempo. A opinião dela é a mesma que a minha", disse Del Grande, que anteriormente já fez críticas ao trabalho de Mattos.
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Questionado pela reportagem logo em seguida se Leila era favorável à saída do diretor de futebol, Del Grande respondeu:
"É, falando que ela está muito insatisfeita. Todo conselheiro... Praticamente reflete a opinião de todos os conselheiros, que estão insatisfeitos com a maneira como foi planejado esse ano, que foi um fracasso", acrescentou o presidente do Conselho.


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No início de setembro, logo após a demissão de Felipão, um áudio de Seraphim Del Grande foi vazado nas redes sociais. Nele, o dirigente pedia a saída de Alexandre Mattos e dizia que a contratação de Mano Menezes seria o "enterro" do mandato do presidente Maurício Galiotte.
Del Grande, aliás, disse ainda à Rádio Globo que Galiotte minimizou a notícia publicada pelo "Blog do Perrone" de que Mattos aluga dois apartamentos para funcionários do Palmeiras que tiveram aumento no auxílio-moradia - aumentos pedidos pelo próprio Mattos e concedidos pelo clube.
"Ele deu um pronunciamento dizendo que o Palmeiras não tinha nada a ver com isso e que seria uma situação do Alexandre Mattos com alguns funcionários do Palmeiras. Praticamente deu o caso por encerrado.

Del Grande lembrou que, por enquanto, não pode tomar nenhuma medida como presidente do Conselho. "Muitos conselheiros têm reclamado. Eu, como presidente do Conselho, só posso fazer uma convocação de reunião do Conselho quando tem um abaixo-assinado de 60 conselheiros ou mil associados. E, pelo menos até agora, não chegou nada às minhas mãos. No dia que chegar, eu convoco o Conselho", emendou Del Grande.
