PM aponta arma para adolescente de 16 anos em loja
Câmeras de monitoramento registraram agressões e ameaças com uso de arma de fogo

Um policial militar agrediu e ameaçou um adolescente de 16 anos na manhã desta quinta-feira (16), por volta das 7h30, em uma loja de autopeças em Catalão, no sudeste de Goiás. O jovem, que atua como jovem aprendiz no estabelecimento, foi detido pelo agente logo após abrir o comércio local. As informações são do g1.
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O agressor questionou a vítima sobre o motivo de estar encarando a polícia e desferiu tapas no rosto do jovem. Na sequência, o policial pressionou o funcionário contra a parede, derrubou-o no chão e apontou uma arma em sua direção, sob gritos perguntando se ele integrava uma facção criminosa.
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Durante a ação gravada por câmeras de segurança, o militar ordenou que a vítima saísse do município. "Por que você estava encarando a polícia? [...] Vou te matar aqui agora. Vontade de dar um tiro agora, bem na sua cara. Você tem que morrer", disse o PM enquanto segura o adolescente no chão.
O jovem de 16 anos permaneceu caído no piso da loja por cerca de uma hora após o término das agressões. Ele sofreu ferimentos diversos na região do rosto e recebeu socorro de uma colega de trabalho que iniciou o expediente por volta das 8h.


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"Eu não te encarei, eu só vim trabalhar, senhor! O que é isso?", disse o jovem enquanto era agredido.
A mãe do adolescente registrou um boletim de ocorrência na delegacia civil. A Polícia Militar conduziu o integrante da corporação até o batalhão local para prestar depoimento sobre o ocorrido.
"Você tem que morrer! [...] Se você olhar para mim de novo, na sua vida, eu vou te matar. Você vai assinar sua sentença de morte", disse ele. O homem concluiu com novas ameaças físicas: "Se eu te achar de novo, eu arrebento a sua cara".
A instituição de segurança pública estadual informou que adotou as providências legais, administrativas e disciplinares cabíveis para a apuração. Em nota oficial, o órgão governamental reforçou que não compactua com desvios de conduta de seus membros.
A defesa do policial militar não foi localizada para se manifestar sobre os fatos apresentados.
