Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Por que as minhas pernas não mudavam? O caminho até descobrir o lipedema

Uma experiência pessoal sobre informação, autoestima e a busca por profissionais preparados para cuidar de uma condição ainda pouco reconhecida


				Por que as minhas pernas não mudavam? O caminho até descobrir o lipedema
Caroline Benevenuto.

Desde a adolescência, eu percebia que minhas pernas eram diferentes. Mesmo tendo um corpo magro, havia um acúmulo de gordura desproporcional

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

principalmente nessa região. Na época, eu não tinha uma explicação para aquilo. Só sabia que meu corpo não parecia acompanhar o esforço que eu fazia para cuidar dele.

Leia também

Aos poucos, comecei a me sentir insegura. Deixei de usar shorts, passei a esconder minhas pernas e a acreditar que talvez estivesse fazendo alguma coisa errada. Treinava, tentava melhorar minha alimentação e buscava maneiras de mudar aquilo que tanto me incomodava. Cheguei, inclusive, a fazer procedimentos estéticos dolorosos, mas não encontrei neles a resposta que procurava.

Foi pela internet que ouvi falar em lipedema pela primeira vez, e a sensação foi de alívio. Pela primeira vez, encontrei uma possibilidade que ajudava a explicar por que minhas pernas pareciam não responder da mesma maneira aos esforços que eu fazia. O alívio não veio porque eu tinha encontrado uma solução imediata, mas porque finalmente percebi que talvez o problema não fosse falta de disciplina.

Shorts Youtube
Play
Defesa de PM diz que jovem baleada deveria ter respeitado ordem: "Policial tem que reagir à altura"

Defesa de PM diz que jovem baleada deveria ter respeitado ordem: "Policial tem que reagir à altura"

Play
Cena inusitada! Mulher é flagrada sobre botijão na garupa de moto em Itajaí

Cena inusitada! Mulher é flagrada sobre botijão na garupa de moto em Itajaí

Play
Manchas de óleo são registradas no litoral sul de AL um dia após ocorrência em Maceió

Manchas de óleo são registradas no litoral sul de AL um dia após ocorrência em Maceió

Play
Candidatos a vice testam popularidade em agendas solo de campanha em Arapiraca

Candidatos a vice testam popularidade em agendas solo de campanha em Arapiraca

Play
Assembleia Legislativa discute nesta quarta concessão de honrarias a ministros

Assembleia Legislativa discute nesta quarta concessão de honrarias a ministros

O lipedema é uma condição crônica que afeta predominantemente mulheres e é caracterizada por uma distribuição desproporcional do tecido adiposo nas extremidades, podendo estar associada a dor ou desconforto. O diagnóstico é clínico e exige avaliação adequada, inclusive para diferenciar o lipedema de outras condições. Consensos recentes reforçam justamente a importância de uma avaliação individualizada e de uma abordagem multidisciplinar.

Depois de conhecer o tema, comecei a procurar profissionais que realmente entendessem o que eu estava vivendo. E essa busca me mostrou outro problema: ainda existe uma dificuldade importante de acesso a profissionais capacitados e informação de qualidade sobre lipedema. Essa falta de conhecimento pode contribuir para que muitas mulheres passem anos tentando tratar apenas o peso ou a aparência, sem compreender o que está por trás dos sintomas.

Foi nesse momento que tomei uma decisão que mudou o rumo da minha vida: entrar para a graduação em Nutrição. Eu não queria apenas entender o meu próprio corpo. Queria fazer parte da solução. Queria, no futuro, ajudar outras mulheres que passaram pela mesma sensação de frustração, culpa e falta de respostas que eu conheci.

Hoje, ainda sou estudante e tenho muito a aprender. Faço questão de deixar isso claro porque acredito que falar sobre saúde também significa reconhecer os próprios limites. Não sou nutricionista formada e não realizo atendimento profissional. O que faço neste momento é estudar, buscar informação baseada em evidências e compartilhar conhecimento de forma responsável, além de contar a minha experiência.

O interesse pelo assunto também me levou às redes sociais. Comecei a falar sobre lipedema porque percebi que muitas mulheres tinham dúvidas semelhantes às minhas, e principalmente, porque algumas delas também carregavam a culpa de acreditar que não estavam se esforçando o suficiente.

A ciência tem avançado no entendimento do lipedema. O Consenso Brasileiro de Lipedema, publicado em 2025, destaca a complexidade da condição, a importância da abordagem multidisciplinar e o papel do tratamento conservador, incluindo otimização do estilo de vida e da alimentação, compressão e exercício, de acordo com as necessidades individuais.

Um consenso internacional publicado em 2026 também reforça que o manejo deve ser individualizado e que ainda existem áreas que precisam de mais pesquisa. Isso é importante porque falar de lipedema não deveria significar vender uma solução milagrosa. Não existe uma única estratégia que funcione da mesma maneira para todas as pessoas. O cuidado precisa considerar os sintomas, a história de cada paciente e a atuação conjunta de diferentes profissionais quando necessário.

Para mim, a maior mudança aconteceu quando deixei de enxergar minhas pernas apenas como algo que precisava ser corrigido. Passei a enxergá-las como uma parte do meu corpo que precisava ser compreendida e cuidada. Parece uma mudança pequena, mas, para quem passou anos escondendo o próprio corpo, ela pode representar muito.

Ainda existem muitas mulheres que talvez estejam vivendo exatamente o que eu vivi: treinando, tentando melhorar a alimentação, fazendo procedimentos, se culpando e acreditando que o problema é falta de esforço. Algumas podem estar apenas precisando de informação e de uma avaliação adequada. Foi por isso que escolhi estudar Nutrição. Minha história começou com uma Pergunta: “por que minhas pernas não mudam? ” E acabou se transformando em um propósito. Se um dia eu puder ajudar outra mulher a chegar mais cedo às respostas que eu demorei tanto para encontrar, todo esse caminho já terá valido a pena.

Informação não substitui diagnóstico ou acompanhamento profissional. Mas pode ser o primeiro passo para que alguém perceba que sua experiência merece ser investigada. E, para muitas mulheres com lipedema, ser ouvida e compreendida pode ser o começo de uma relação completamente diferente com o próprio corpo.

Por Caroline Benevenuto

Estudante de Nutrição e criadora de conteúdo sobre Lipedema. Graduada em História.

*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas