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Família cobra que Hapvida cumpra decisão judicial para salvar idoso de 89 anos

Justiça determinou que a operadora autorize, em até duas horas após a intimação, o procedimento vascular indicado para um paciente internado em estado gravíssimo


				Família cobra que Hapvida cumpra decisão judicial para salvar idoso de 89 anos
Osmar Tenório de Holanda está internado em estado grave à espera de procedimento vascular pelo plano de saúde Hapvida. Arquivo pesssoal

A Justiça determinou que a Hapvida autorize imediatamente um procedimento vascular de urgência para um idoso de 89 anos, após a família recorrer ao Judiciário alegando demora na liberação do tratamento. Segundo a ação, a espera agravou o quadro clínico do paciente, que está internado em estado gravíssimo.

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De acordo com a decisão, a operadora deverá autorizar o procedimento no prazo máximo de duas horas após a intimação. O magistrado também determinou que, caso a equipe médica considere necessária outra abordagem cirúrgica ou terapêutica durante a intervenção, a autorização seja concedida imediatamente, sem qualquer impedimento de ordem administrativa ou financeira.

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Mesmo após a decisão, a família afirma que o procedimento ainda não havia sido realizado até a tarde desta quinta-feira (2). Nora do paciente, Ana Carolina relata que o idoso segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e cobra o cumprimento da determinação judicial.

"Estamos indignados com a falta de respeito com que a Hapvida vem tratando o meu sogro. Alegam que o procedimento é caro, que os auditores ainda estão analisando e ignoram as solicitações dos especialistas e a urgência do caso. Nem mesmo com a decisão judicial conseguimos realizar a angioplastia e a trombectomia. Hoje nos informaram que o procedimento seria realizado às 13h, mas, quando o médico chegou ao hospital, os materiais necessários não estavam disponíveis. O senhor Osman está na UTI lutando pela vida. Sabemos que cada minuto é de extrema importância", afirmou.

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Ela acrescentou que a família espera uma solução imediata. "Queremos mais respeito à vida humana e, principalmente, à vida de um idoso."

Conforme a ação, Procurada pela reportagem, a Hapvida informou que está elaborando uma nota sobre o caso. A matéria será atualizada assim que a operadora encaminhar seu posicionamento. Osman Tenório de Holanda, beneficiário do plano desde 2018, deu entrada no Hospital Maceió (HMAC) no dia 28 de junho, apresentando fortes dores e falta de circulação nos membros inferiores. Exames realizados na própria unidade identificaram extensa obstrução arterial nas pernas, diagnosticando um quadro de isquemia crítica, condição considerada grave e que exige intervenção imediata.

No dia 29 de junho, a equipe médica responsável indicou, em caráter de urgência, a realização de angioplastia e trombectomia bilateral por via endovascular. O procedimento tinha como objetivo restabelecer a circulação sanguínea e evitar a perda dos membros inferiores.

Segundo a advogada Vanessa Nobre Casado, a solicitação foi encaminhada à operadora juntamente com o pedido de autorização dos materiais necessários para a cirurgia, mas permaneceu sem liberação por mais de 48 horas. A própria evolução médica registrada no prontuário informa que o tratamento endovascular aguardava autorização da auditoria do plano de saúde.

A família afirma ainda que, durante uma conversa com profissionais da unidade hospitalar, recebeu a informação de que o procedimento não estaria sendo autorizado em razão do alto custo e por o paciente ser idoso e considerado de alto risco. A alegação consta na ação judicial e deverá ser apurada no decorrer do processo.

Ainda conforme os autos, a demora na autorização agravou o estado de saúde do paciente. Documentos anexados ao processo mostram que, diante da evolução da isquemia, a equipe médica passou a considerar necessária a amputação bilateral das pernas. Os familiares, no entanto, recusaram o procedimento, sustentando que a medida extrema decorreu da ausência da cirurgia inicialmente indicada.

O prontuário médico mais recente, datado de 1º de julho, informa que o paciente encontra-se internado em estado gravíssimo, intubado, sob ventilação mecânica, apresentando insuficiência respiratória aguda, fibrilação atrial, acidose inflamatória e isquêmica severa, além de risco de complicações metabólicas e insuficiência renal. Segundo a equipe médica, o prognóstico é considerado "severamente reservado", com risco iminente de morte e baixa perspectiva de preservação dos membros.

Além de autorizar a angioplastia e a trombectomia prescritas, a decisão determina que a Hapvida disponibilize equipe de radiointervenção, materiais, insumos, órteses, próteses e materiais especiais (OPME), além dos hemocomponentes indispensáveis ao tratamento do paciente.

Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, sem prejuízo de eventual aumento da penalidade e da adoção de outras medidas para garantir o cumprimento da ordem judicial.


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Arquivo pesssoal

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