Miss trans da Copa diz que título da Arábia Saudita é um ato de provocação e afronta
A miss lembra que pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam fortes restrições e falta de reconhecimento legal na Arábia Saudita

Primeira modelo trans a representar a Arábia Saudita no Miss Copa do Mundo, Bruna Mendonça afirma que aceitou o título por um motivo que vai muito além da beleza. Para ela, desfilar com a faixa de um dos países mais restritivos do mundo em relação aos direitos LGBTQIA+ é uma forma de provocar uma reflexão sobre diversidade, respeito e preconceito.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Bruna conta que a escolha foi de fato intencional. “É uma provocação, sim. Uma afronta, inclusive. Não contra o povo de lá, mas contra qualquer país que tente dizer quem pode ou não existir. A minha simples presença já questiona muita coisa. A minha existência já incomoda, sei disso e não tenho medo. Quero gerar discussão”, assume.
Leia também
A miss lembra que pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam fortes restrições e falta de reconhecimento legal na Arábia Saudita. “Tem gente que olha para essa faixa e pensa que ela não combina comigo. É justamente por isso que ela faz sentido. Eu represento tudo aquilo que muitos gostariam que permanecesse invisível. Trouxe uma discussão, uma pauta importante para o concurso”.
Bruna afirma, no entanto, que sua participação não tem como objetivo desrespeitar a cultura ou a religião de nenhum país. “Não é deboche. Estou usando um concurso livre para lembrar que pessoas trans existem em qualquer lugar do mundo, mesmo onde tentam nos apagar".


Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas
A modelo também rebateu uma crítica comum a mulheres trans em concursos de beleza: a ideia de que ocupam o espaço de mulheres cis. “Eu nunca quis tomar o lugar de mulher nenhuma. Sou uma mulher trans e sempre serei. Tenho orgulho da minha história e jamais tentei apagar a história de outra mulher".
Segundo Bruna, essa narrativa vem justamente por quem rejeita a existência de pessoas trans. “Criaram essa história de que mulheres trans querem substituir mulheres cis. Isso nunca foi verdade. Eu respeito profundamente o espaço, as lutas e as conquistas das mulheres. O que eu quero é que respeitem a minha também. Trans sempre vai ser trans e ponto final”.
