Síndrome e fé: conheça a história do bebê que levou mãe a pagar promessa de joelhos em AL
Após 20 dias internado, Endrik recebeu alta e emocionou família em São Luís do Quitunde
A chegada do pequeno Endrik Douglas transformou a rotina de uma família em São Luís do Quitunde, no Litoral Norte de Alagoas. O que era esperado como um momento de alegria se tornou um período de apreensão após o bebê apresentar complicações graves logo após o nascimento.
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Endrik nasceu no Hospital do Norte, em Porto Calvo, e não chorou ao nascer, o que chamou a atenção da equipe médica. “Quando o médico colocou ele em mim, ele já estava roxinho e cheio de mecônio”, relembra a mãe, Crislaine Gomes.
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O recém-nascido foi diagnosticado com síndrome de aspiração meconial, condição que pode causar inflamação pulmonar, obstrução das vias aéreas e dificuldade respiratória. Diante da gravidade, ele foi encaminhado para a UTI e, posteriormente, transferido para a Maternidade Escola Santa Mônica, unidade de referência em atendimento neonatal.
Ao todo, foram 20 dias de internação, marcados por incertezas e momentos de angústia. Segundo a mãe, o prognóstico inicial era delicado. “Perguntei qual era a chance de vida dele e me disseram que era muito pequena”, contou.


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Mesmo diante da situação, Crislaine manteve a fé. “Eu pedi a Deus: não tira ele de mim, eu quero levar meu filho pra casa”, disse.
A espera também foi difícil para quem ficou em casa. A irmã mais velha, de 10 anos, acompanhava à distância. “Eu ligava toda hora e rezava pra ele voltar. Quando vi o rostinho dele, fiquei muito feliz”, relatou.
Com a evolução do quadro clínico e a resposta ao tratamento, Hendrik apresentou melhora e recebeu alta hospitalar. O momento foi celebrado como uma vitória pela família.
Como forma de agradecimento, a mãe cumpriu uma promessa e deixou a maternidade de joelhos, com o filho nos braços, gesto que emocionou profissionais e outras pessoas presentes na unidade.
Agora em casa, o bebê é cercado de cuidados e carinho. “Ele é um guerreiro. Lutou pela vida e está aqui. Agora é só dar amor”, afirmou a mãe.
A história de Endrik reforça a importância da assistência neonatal e evidencia a força da família diante de um momento de risco.

