Fim dos food trucks na Pajuçara? Prazo até dia 30 preocupa comerciantes
Comerciantes dizem não saber para onde irão após decisão judicial e temem prejuízos; prefeitura afirma que há diálogo e alternativas
Faltam seis dias para o fim do prazo determinado pela Justiça para a retirada dos food trucks instalados na orla da Pajuçara, em Maceió. A desocupação deve ocorrer até o próximo dia 30, mas os permissionários afirmam que ainda não sabem para onde irão transferir suas atividades.
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Os comerciantes contestam a decisão judicial e cobram da prefeitura a definição de um novo espaço para continuar trabalhando. Segundo eles, a medida afeta diretamente dezenas de famílias que dependem da atividade.
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Instalados na orla há cerca de 12 anos, os food trucks já possuem clientela consolidada e fazem parte do circuito turístico da região. De acordo com os trabalhadores, a notificação de retirada foi recebida recentemente, o que aumenta a preocupação com o curto prazo para desmontagem e relocação das estruturas.
O vice-presidente da associação dos permissionários, Denisson Correia, afirma que mais de 60 famílias podem ser impactadas. Ele relata que o grupo recebeu como alternativa a transferência para o Mercado 31, mas considera o local inviável devido ao baixo fluxo de clientes.


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“A gente depende do movimento turístico da Pajuçara e da Ponta Verde. O mercado não tem essa visibilidade. O que pedimos é um espaço adequado para continuar trabalhando”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Segurança Cidadã informou, em nota, que o processo de retirada faz parte de uma determinação da Justiça Federal, com base em ação relacionada ao ordenamento da orla, conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF).
Segundo a pasta, o objetivo é organizar o uso do espaço público e preservar as características urbanas e paisagísticas da região. A secretaria destacou ainda que foram realizadas reuniões com os permissionários e apresentadas alternativas de realocação.
Apesar disso, os trabalhadores afirmam que ainda não há definição concreta sobre o novo local de atuação. Eles também destacam a dificuldade logística para desmontar e reinstalar os equipamentos em tão pouco tempo, além da necessidade de reorganizar toda a operação comercial.
O caso está inserido em um processo mais amplo de reordenamento da orla de Maceió, que vem sendo discutido entre órgãos públicos e sociedade civil. Enquanto o prazo se aproxima, os permissionários seguem aguardando uma solução definitiva.
