A Engenharia Química está na nossa vida — mesmo quando não percebemos
Trabalho do engenheiro químico começa muito antes de um produto chegar às nossas mãos

Quantas vezes usamos um medicamento, passamos um cosmético, compramos um alimento industrializado ou abrimos uma embalagem sem imaginar tudo o que existe por trás daquele produto? Eu arriscaria dizer: quase sempre.
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É justamente aí que percebo a importância da Engenharia Química. Embora o nome possa remeter imediatamente a fábricas, laboratórios e grandes processos industriais, essa profissão está muito mais próxima da nossa rotina do que imaginamos.
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O trabalho do engenheiro químico começa muito antes de um produto chegar às nossas mãos. É esse profissional que participa da transformação de matérias-primas em soluções que fazem parte da vida da sociedade, atuando na pesquisa, no desenvolvimento e na otimização de processos. Medicamentos, alimentos, produtos de higiene, cosméticos, tintas, combustíveis, embalagens e materiais de construção são alguns exemplos.
Mas, para mim, talvez uma das contribuições mais importantes esteja naquilo que nem sempre conseguimos enxergar: a busca por produzir melhor, utilizando menos recursos e gerando menos impactos. Em uma indústria que está em constante transformação, a inovação, a eficiência operacional, a busca pela redução de emissões e o desenvolvimento de soluções alinhadas aos princípios da economia circular fazem parte dos desafios diários e tenho a oportunidade de acompanhar isso na prática na Braskem.


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A Engenharia Química trabalha justamente nessa direção, buscando reduzir o consumo de água, energia e matérias-primas, reaproveitar resíduos e incorporar conceitos de economia circular aos processos produtivos.
A tecnologia também mudou a profissão. Inteligência artificial, automação, análise de dados e digitalização industrial já fazem parte da rotina de muitos engenheiros químicos. Essas ferramentas permitem acompanhar processos em tempo real, prever falhas, reduzir desperdícios e tornar as operações mais seguras e eficientes.
E os desafios que temos pela frente são grandes. Hidrogênio de baixo carbono, biocombustíveis, energias renováveis, biotecnologia, captura e armazenamento de carbono, reciclagem avançada, tratamento e reuso de água e desenvolvimento de novos materiais são algumas das áreas em que a Engenharia Química terá participação cada vez maior.
Quando penso em tudo isso, fica claro para mim que falar dessa profissão é falar também de saúde, alimentação, energia, meio ambiente e qualidade de vida. É falar de soluções que muitas vezes não aparecem, mas fazem diferença todos os dias.
Neste 20 de setembro, Dia do Engenheiro Químico, considero importante lançar luz sobre esse trabalho que acontece, muitas vezes, longe dos olhos da população, mas que está presente em praticamente tudo ao nosso redor. Celebrar a Engenharia Química é reconhecer uma profissão que ajuda a transformar ciência em soluções. E talvez essa seja sua maior importância: mesmo quando não percebemos, ela está trabalhando para tornar a nossa vida possível, mais segura, mais eficiente e, cada vez mais preparada para os desafios futuros.
Por Ricardo Pimentel
Engenheiro Químico, Gerente de Projetos Estratégicos da Braskem em Alagoas
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
