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Ronaldo Medeiros cobra investigação sobre aplicações no Banco Master e defende CPI na Assembleia

Deputado alerta para riscos ao sistema previdenciário de Maceió e pede responsabilização dos envolvidos


				Ronaldo Medeiros cobra investigação sobre aplicações no Banco Master e defende CPI na Assembleia
Deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT). — Foto: Assessoria

O deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) voltou a elevar o tom das críticas em relação às aplicações financeiras realizadas pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (Iprev) junto ao Banco Master. Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), nesta quarta-feira (10), o parlamentar classificou o episódio como um dos mais graves já registrados na gestão de recursos previdenciários e defendeu a adoção de medidas rigorosas para apurar responsabilidades.

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Segundo Medeiros, o caso pode comprometer o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário municipal e gerar impactos diretos para servidores ativos, aposentados e pensionistas. O deputado afirmou que eventuais prejuízos decorrentes das aplicações podem resultar, no futuro, em aumento das contribuições dos próprios servidores para recompor o caixa previdenciário.

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“Esse dinheiro não pertence à prefeitura. É um patrimônio dos servidores públicos, destinado a garantir aposentadorias e pensões. Se houve aplicação inadequada ou temerária desses recursos, os responsáveis precisam responder pelos seus atos”, declarou.

O parlamentar ressaltou que o debate não pode ser minimizado nem tratado como uma disputa política. Para ele, a gravidade da situação exige transparência e esclarecimentos públicos por parte da administração municipal.

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Medeiros também questionou os critérios utilizados para a aplicação dos recursos em instituições financeiras que, segundo ele, não apresentavam a solidez necessária para receber investimentos previdenciários. O deputado citou a existência de mecanismos de classificação e avaliação do sistema financeiro nacional que deveriam ter servido como parâmetro para a tomada de decisão.

“O gestor que administra recursos previdenciários tem a obrigação de preservar esse patrimônio. Estamos falando da segurança financeira de milhares de famílias”, afirmou.

Estudo técnico e possível CPI

O deputado revelou que sua equipe já iniciou um levantamento técnico para dimensionar os impactos financeiros da operação. Segundo ele, especialistas e consultores da área previdenciária estão analisando dados atuariais e documentos relacionados ao caso.

A partir dessas informações, a Assembleia poderá definir quais medidas institucionais serão adotadas. Entre as alternativas em estudo está a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as circunstâncias das aplicações.

“Estamos reunindo informações, realizando estudos e avaliando os caminhos legais. A CPI é um caminho natural diante da dimensão dos fatos”, afirmou.

Medeiros destacou ainda que a Assembleia Legislativa aprovou, ao longo dos anos, legislações específicas para disciplinar investimentos de fundos previdenciários estaduais, estabelecendo critérios mais rígidos do que os exigidos pelo próprio Ministério da Previdência.

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