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PF diz que Iprev de Maceió ignorou regras para investir no Master

PF afirma que banco não constava da lista de instituições autorizadas quando recebeu o primeiro aporte, de R$ 80 milhões


				PF diz que Iprev de Maceió ignorou regras para investir no Master

A Polícia Federal afirma que o Iprev de Maceió ignorou regras da própria política de investimentos para aplicar recursos previdenciários no Banco Master. Além de prever meta de 0% para ativos bancários em 2023, o instituto teria destinado R$ 80 milhões a uma instituição que, na época, não constava da lista de bancos autorizados a receber recursos de regimes próprios de previdência.

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As suspeitas foram consideradas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ao autorizar as buscas realizadas nesta segunda-feira (10). A operação alcançou seis investigados, além das sedes do Iprev e da consultoria Crédito & Mercado.

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O primeiro aporte foi realizado em 6 de dezembro de 2023, com remuneração de IPCA mais 7,60% ao ano. Em 13 de maio de 2024, o instituto investiu outros R$ 17 milhões, com taxa de IPCA mais 7,30%. O valor nominal das duas operações investigadas é de R$ 97 milhões.

Em 2024, a política do Iprev passou a admitir uma exposição de até 5% a ativos bancários. Segundo a investigação, no entanto, a concentração dos recursos no Master chegou a aproximadamente 20%, quatro vezes acima do limite previsto.

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A PF também identificou justificativas genéricas nos documentos que autorizaram os aportes e ausência de estudos suficientes sobre risco de crédito, solvência, liquidez e alternativas de investimento. As letras financeiras eram subordinadas, tinham liquidez restrita e deixavam o Iprev em posição desfavorável na ordem de pagamento aos credores.

Outro ponto questionado é o credenciamento do Banco Master. A investigação sustenta que a instituição só passou a integrar a lista do Ministério da Previdência em 2024, depois de receber o primeiro aporte de R$ 80 milhões. A PF busca esclarecer quem tinha conhecimento dessa limitação e como foram elaborados os documentos utilizados para conferir regularidade às operações.

André Mendonça ressaltou que as divergências ainda não comprovam fraude, mas exigem uma justificativa técnica considerada, até o momento, “inexistente ou insuficiente”. O ministro autorizou as buscas e determinou o bloqueio de bens de seis investigados até o limite global de R$ 97 milhões.

O Iprev nega irregularidades e afirma que as aplicações seguiram as normas vigentes. O instituto também sustenta que os recursos não representam uma perda definitiva, mas um crédito habilitado no processo de liquidação do Banco Master.

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