PF aponta depósitos fracionados e compras em dinheiro de ex-presidente do Iprev
Relatório cita pagamentos em espécie por veículo e imóvel aparentemente incompatíveis com rendimentos declarados

A Polícia Federal identificou depósitos fracionados, movimentações em espécie e aquisições patrimoniais aparentemente incompatíveis com os rendimentos declarados pelo ex-presidente do Iprev de Maceió, Ronnie Reyner Teixeira Mota. As informações constam na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou buscas e o bloqueio de bens no caso Banco Master.
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Segundo o relatório de inteligência financeira apresentado pela PF, Ronnie teria utilizado dinheiro em espécie para pagar parte da compra de um veículo. A investigação também identificou a aquisição de uma unidade imobiliária com pagamento em dinheiro.
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A decisão não informa os valores movimentados nem detalha quando as compras foram realizadas. Os dados foram considerados indícios de possível ocultação patrimonial e fundamentaram a necessidade de preservar bens enquanto a origem dos recursos é investigada.
Ronnie comandava o Iprev na época das aplicações de R$ 97 milhões em letras financeiras subordinadas do Banco Master. Como presidente do instituto, ele assinou as autorizações relacionadas aos dois aportes, de R$ 80 milhões em dezembro de 2023 e R$ 17 milhões em maio de 2024.


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André Mendonça autorizou buscas em endereços ligados ao ex-presidente e permitiu a apreensão de celulares, computadores, documentos, extratos e comprovantes financeiros relacionados aos fatos. O ministro também incluiu Ronnie entre os seis investigados alcançados pelo bloqueio patrimonial de até R$ 97 milhões.
