Marlon Araújo aponta detalhe que pode decidir reação do CSA contra o Uberlândia
Azulão criou chances no jogo de ida, mas desperdiçou e agora precisa transformar o volume ofensivo em gols no Rei Pelé
O CSA mostrou no jogo de ida contra o Uberlândia que consegue encontrar espaços na defesa adversária. O problema foi transformar as oportunidades em gols. Para Marlon Araújo, comentarista do Timaço e da TV Gazeta, essa eficiência será determinante para o Azulão reverter a derrota por 1 a 0 e garantir o seu retorno à Série C.
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A análise do comentarista aponta dois lados de um mesmo problema. No ataque, o CSA encontrou mecanismos para desmontar a marcação do Uberlândia, principalmente com a movimentação de Matheus Melo e as infiltrações de Rian Santana. Na defesa, porém, permitiu justamente o tipo de espaço que não pode oferecer em um mata-mata.
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Os melhores momentos ofensivos do CSA nasceram quando Matheus Melo deixou a posição central e passou a flutuar pelo setor de ataque. Sem um centroavante fixo entre os zagueiros, o jogador conseguiu tirar a referência da defesa adversária e abrir corredores para Rian Santana atacar em diagonal.
Em pelo menos duas oportunidades, o mecanismo funcionou. Matheus Melo identificou o espaço, Rian apareceu nas costas da defesa e ficou cara a cara com o goleiro. Nas duas, porém, o atacante não conseguiu concluir.


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Para Marlon, o CSA já encontrou a maneira de furar o bloqueio defensivo do Uberlândia. O que falta é transformar essa construção em gol.
Em um confronto eliminatório, essa diferença ganha ainda mais peso. O time que cria, mas não aproveita, corre o risco de ser castigado, exatamente o que aconteceu com o CSA no primeiro jogo.
O gol do Uberlândia nasceu de uma falha de pressão na saída de bola. Segundo Marlon, o zagueiro adversário teve tempo demais para conduzir a bola antes de sofrer a marcação. Foram segundos suficientes para levantar a cabeça, encontrar um companheiro e iniciar a jogada que terminou no gol.
A defesa azulina estava inicialmente organizada em uma situação de dois contra dois. A movimentação dos atacantes, entretanto, desencaixou a marcação. Um jogador conseguiu se desprender, recebeu livre e teve espaço para dominar e finalizar.
Camacho ainda tentou acompanhar o lance, enquanto outro defensor buscou bloquear a finalização, mas o atacante do Uberlândia já havia conseguido criar a condição ideal para bater de canhota e marcar.

Na avaliação de Marlon, esse é o tipo de detalhe que decide uma eliminatória. O CSA demorou para pressionar, perdeu o encaixe e permitiu que o adversário tivesse exatamente a liberdade que o próprio Azulão havia encontrado para criar suas melhores chances.
Agora, a situação exige ainda mais atenção. Como precisa vencer no Rei Pelé, o CSA terá de se lançar ao ataque e, consequentemente, deixará espaços para o Uberlândia explorar.
O adversário pode tentar utilizar justamente as costas da última linha azulina, principalmente se o CSA adiantar demais seus jogadores em busca do gol. Por isso, além de manter a produção ofensiva, a equipe precisará equilibrar o risco e evitar os contra-ataques.
A boa notícia para o Azulão é que o primeiro confronto mostrou que existe um caminho para superar a defesa mineira. Matheus Melo encontrou espaços, Rian Santana apareceu em condições de finalizar e o time criou situações claras.
O problema agora é transformar essas oportunidades em gols.
Dono do segundo melhor ataque da competição, o CSA terá de fazer valer essa força ofensiva no momento mais importante da temporada. Para avançar, precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória por apenas um gol leva a decisão para os pênaltis.
O confronto decisivo contra o Uberlândia será no próximo sábado (15), no Estádio Rei Pelé, em Maceió, com transmissão ao vivo da TV Gazeta de Alagoas, em parceria com o portal Metrópoles. Para Marlon Araújo, a classificação pode estar justamente na capacidade de repetir o que o CSA fez de melhor no jogo de ida: criar espaços, e corrigir o que o impediu de sair de Minas Gerais com um resultado melhor: a falta de eficiência na frente e a desatenção na marcação.
