Suspeita de ordenar morte da gata Camila Regina deve se entregar à polícia
pós a prisão de José Tarciso Tavares, no interior, Delegado Leonam Pinheiro afirmou que a defesa da mulher apontada como mandante informou que ela deve comparecer à delegacia.

A mulher suspeita de ordenar a morte da gata Camila Regina deve se apresentar à polícia em breve. A informação foi divulgada neste sábado (31) pelo deputado estadual Delegado Leonam Pinheiro, que acompanha o caso. Segundo ele, a defesa da ex-funcionária da academia Bluefit entrou em contato e informou que ela pretende comparecer à delegacia.
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“Ele entrou em contato comigo e disse que ela vai comparecer à delegacia. É o que esperamos”, afirmou o parlamentar.
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A declaração foi feita após a prisão de José Tarciso Tavares, também ex-funcionário da academia e apontado como responsável pelas agressões contra a gata. Ele foi localizado na manhã deste sábado, em Major Isisdoro, durante diligências para cumprir um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
De acordo com Delegado Leonam, o suspeito teria ido ao município na tentativa de evitar o cumprimento da ordem judicial. A captura foi realizada por uma equipe comandada pelo delegado Caio.


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Com a prisão do homem, as buscas se concentram agora na localização da mulher identificada como Patrícia Tucherto, que também é investigada por envolvimento no caso. A Justiça havia decretado a prisão preventiva dos dois na sexta-feira (30), após pedido do Ministério Público de Alagoas (MPAL).

Ministério Público denunciou os dois suspeitos
Na sexta-feira (30), o Ministério Público de Alagoas denunciou um homem e uma mulher por envolvimento na morte de Camila Regina. A denúncia foi apresentada pela 56ª Promotoria de Justiça da Capital e encaminhada à 10ª Vara Criminal de Maceió.
Segundo o MPAL, o homem é apontado como responsável pela execução das agressões, enquanto a mulher é acusada de ordenar o crime. O órgão pediu a abertura de uma ação penal e a prisão preventiva dos dois investigados.
A denúncia aponta possíveis crimes previstos no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que trata de maus-tratos contra animais, combinado com o artigo 29 do Código Penal, referente à participação em infrações penais.
A investigação reuniu imagens de câmeras de segurança da academia e outros elementos que, segundo o Ministério Público, indicam a ocorrência do crime e a participação atribuída aos denunciados.
Gata foi colocada em saco plástico e sofreu agressões
O caso ocorreu em 29 de agosto, na unidade da academia Bluefit localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Camila Regina era uma gata comunitária que vivia nas imediações do estabelecimento e recebia cuidados diários de uma protetora, além de ser alimentada por frequentadores do local.
O desaparecimento do animal despertou a preocupação de pessoas que conviviam com ela. Diante da falta de notícias sobre a gata, a protetora registrou um boletim de ocorrência e buscou acesso às imagens das câmeras de segurança para esclarecer o que havia acontecido.
As gravações revelaram a sequência de agressões. Conforme a denúncia do Ministério Público, Camila foi colocada dentro de um saco plástico e submetida à asfixia. Em seguida, o homem teria pisado repetidamente sobre o corpo do animal e desferido golpes contundentes.
Segundo o órgão, as agressões duraram quase cinco minutos e provocaram intenso sofrimento até a morte da gata. Após o episódio, a mulher apontada como mandante teria deixado a academia levando o saco plástico com o corpo do animal.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou os dois ex-funcionários por maus-tratos contra animal. Durante os interrogatórios, um dos suspeitos confessou a prática do crime, enquanto o outro optou por permanecer em silêncio.
Caso provocou protestos em Maceió
A divulgação das imagens provocou indignação entre protetores de animais, frequentadores da academia e moradores da região. Manifestações foram realizadas em frente à unidade da Bluefit, na Ponta Verde, para cobrar a responsabilização dos envolvidos.
Os protestos também contaram com a participação de representantes da causa animal e do deputado estadual Delegado Leonam Pinheiro. A Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) informou que acompanha o caso e pretende atuar para que haja responsabilização nas esferas civil e criminal.
A repercussão aumentou após a conclusão do inquérito policial e o encaminhamento do caso ao Ministério Público. Com a denúncia apresentada e os mandados de prisão preventiva expedidos, as autoridades passaram a procurar os investigados.
O que diz a academia
Em nota, a Bluefit Maceió manifestou repúdio às agressões contra Camila Regina e afirmou que o animal era acolhido nas dependências e imediações do estabelecimento.
A empresa negou participação, autorização ou conhecimento prévio das agressões. Também declarou que afastou e desligou os dois envolvidos assim que tomou conhecimento do caso e que colaborou com a Polícia Civil durante a investigação.
A academia ressaltou ainda que não é investigada nem acusada no processo e afirmou que o episódio foi praticado por ex-funcionários, sem autorização ou orientação da direção.
A empresa também declarou apoio a manifestações pacíficas e pediu que a indignação provocada pelo caso não seja direcionada a funcionários, clientes ou profissionais sem relação com as agressões.
A investigação agora avança para a fase judicial, com a denúncia apresentada pelo Ministério Público e a prisão de um dos acusados. A polícia continua as diligências para localizar a segunda investigada.
