Justiça converte em preventiva prisão de suspeito de matar mulher a facadas em Santana do Ipanema
Joseane dos Santos de Araújo, de 42 anos, foi assassinada enquanto trabalhava em uma lanchonete; Júlia Nunes, advogada que representa a família, comemorou a decisão judicial.

A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do homem suspeito de matar brutalmente Joseane dos Santos de Araújo, de 42 anos, em Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas. A decisão foi tomada durante audiência de custódia neste sábado (31). Com isso, ele permanecerá preso enquanto responde ao processo.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O crime aconteceu na noite de sexta-feira (30), em uma lanchonete onde Joseane trabalhava. Imagens de câmeras de segurança registraram o ataque e mostram a vítima tentando se desvencilhar do agressor e pedindo ajuda antes de ser atingida por diversos golpes de faca.
Leia também
A advogada e deputada federal eleita Júlia Nunes, que representa os interesses da vítima e de seus familiares, esteve no município e acompanhou a prisão do suspeito, realizada na manhã deste sábado, após buscas da Polícia Militar.
Após a decisão judicial, Júlia comemorou a manutenção da prisão e destacou a brutalidade do assassinato.


Pai entrega filho à polícia e relata cobrança de empréstimo antes de feminicídio

“Nenhuma justiça apaga o vídeo que eu vi”, desabafa filha de mulher assassinada

Carro sai da pista, parte árvore ao meio e causa estragos na Fernandes Lima

Pai de suspeito afirma que tentou negociar dívida de Joseane para evitar conflito
“Graças a Deus, o juiz entendeu que uma pessoa dessa não pode estar na rua. Foi um crime muito brutal, tirar a vida de uma mulher dessa forma. A vítima estava trabalhando e foi ameaçada até ser brutalmente assassinada”, afirmou.
Suspeito alegou dívida
Após ser preso, o homem afirmou que Joseane seria uma golpista e que ela lhe devia dinheiro. A possível dívida também foi mencionada pelo pai do suspeito, que relatou à imprensa que o filho teria emprestado R$ 2,5 mil à vítima e que o desentendimento começou após cobranças pelo pagamento.
Segundo o pai, ele tentou intervir na situação e propôs que Joseane pagasse o valor aos poucos. A versão sobre a dívida e a motivação do crime ainda deverá ser apurada pelas autoridades.
Júlia Nunes ressaltou anteriormente que nenhuma questão financeira justifica a violência contra uma mulher.
O caso será investigado pela Polícia Civil.
