PF desarticula quadrilha que usava dados de mortos para fraudar pensões do INSS em Alagoas
3ª fase da operação cumpre 18 mandados em 5 municípios e investiga esquema de documentos falsos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (9), a terceira fase da Operação Geração Espontânea, que investiga uma suposta organização criminosa especializada em fraudar pensões por morte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Alagoas.
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De acordo com a PF, o grupo investigado teria utilizado dados de pessoas falecidas e informações de sistemas oficiais para produzir documentos falsos ou ideologicamente falsos e criar dependentes fictícios com o objetivo de obter benefícios previdenciários de forma fraudulenta.
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A operação cumpre 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária de União dos Palmares. As ordens são cumpridas nos municípios de União dos Palmares, Pilar, Marechal Deodoro, Coruripe e Maceió.
Durante a ação, os policiais federais procuram documentos, aparelhos eletrônicos, mídias de armazenamento e outros elementos que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema, identificar a participação individual dos investigados e apontar o destino dos valores supostamente obtidos de forma irregular.


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Segundo as investigações, a atuação do grupo estaria concentrada principalmente em União dos Palmares e municípios vizinhos. Os suspeitos teriam utilizado os dados de pessoas falecidas para formular requerimentos de pensão por morte tanto pela via administrativa quanto judicial.
Além da concessão dos benefícios, a investigação aponta que o grupo também teria conseguido obter créditos retroativos, valores que, conforme a PF, posteriormente eram apropriados pelos próprios integrantes do esquema.
Investigação começou em 2022
As investigações tiveram início em 2022, a partir de informações obtidas por meio da análise de dados. O trabalho foi aprofundado com a colaboração do INSS e da área de inteligência da Previdência Social.
Nesta nova fase, os investigadores buscam identificar todas as etapas da suposta fraude, desde a obtenção dos dados das pessoas falecidas e produção dos documentos até o recrutamento de possíveis beneficiários, apresentação dos pedidos, concessão das pensões e movimentação dos recursos.
A PF também trabalha para identificar a possível existência de núcleos especializados em falsificação de documentos, recrutamento de pessoas, requerimento de benefícios e movimentação financeira, além de verificar se existem outros benefícios concedidos por meio do mesmo esquema.
As medidas judiciais realizadas nesta quarta-feira têm caráter de busca e apreensão e fazem parte da fase de aprofundamento das investigações. A participação e a responsabilidade de cada suspeito ainda serão individualizadas no decorrer do procedimento.
A Força-Tarefa Previdenciária atua de forma integrada na prevenção e repressão de crimes contra a Previdência Social, buscando identificar fraudes, responsabilizar os envolvidos e impedir o pagamento irregular de benefícios.
