Maria Clara: PC pede inclusão em sistema da Interpol e intensifica buscas no Estado
Polícia Civil anuncia avanços nas ações de localização de crianças desaparecidas e destaca 100% de resolução dos casos recentes

O caso de Maria Clara Gomes da Silva segue mobilizando a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), que solicitou a inclusão da criança no Aviso Amarelo da Interpol, ferramenta internacional utilizada para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, especialmente crianças e adolescentes.
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Maria Clara desapareceu em 17 de julho de 2021, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, quando tinha 5 anos, enquanto brincava na rua com uma amiga. Atualmente, ela teria 9 anos.
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A solicitação de inclusão internacional ocorre dentro das ações da Coordenação de Desaparecimento de Pessoas da Polícia Civil de Alagoas, criada em 2025, que vem intensificando diligências e investigações em casos antigos e recentes no estado.
Segundo a PCAL, desde a criação da coordenação, a instituição vem adotando medidas de conscientização, orientação e localização de pessoas desaparecidas em todo o Estado.


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Embora o inquérito sobre o caso Maria Clara tenha sido concluído em julho de 2023 e encaminhado ao Poder Judiciário — sendo posteriormente arquivado —, a Polícia Civil informou que as diligências não foram interrompidas e seguem em andamento. A corporação também reforça que casos de desaparecimento não prescrevem e podem ser reabertos a partir de novas informações.
Entre as medidas adotadas no caso estão a inserção da vítima no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), a coleta de material genético dos pais para o Banco Nacional de Pessoas Desaparecidas e a produção de uma simulação de progressão de idade da criança, em parceria com o Núcleo de Identificação da Polícia Federal em Alagoas.
As imagens atualizadas de Maria Clara também passaram a ser divulgadas com apoio da ONG “Mães da Sé”, de São Paulo, que atua na localização de pessoas desaparecidas e em campanhas de conscientização.
De acordo com o delegado Ronilson Medeiros, coordenador da área de desaparecidos da PCAL, o Estado alcançou 100% de localização dos casos registrados desde a criação da coordenação.
Em 2025, foram registrados 34 casos de desaparecimento de crianças em Alagoas, sendo todas as vítimas localizadas. Em 2026, até abril, foram contabilizados 15 casos, também com 100% de resolução.

O delegado destaca que a maior parte dos casos no Estado envolve fugas de casa ou de unidades de acolhimento, sem registros de desaparecimentos ligados a tráfico internacional de pessoas ou sequestros.
A PCAL também reforça orientações preventivas, como a emissão precoce da Carteira de Identidade, manutenção de registros médicos e odontológicos atualizados e supervisão constante de crianças em locais públicos.
O órgão ainda orienta que, em casos de desaparecimento, o registro do Boletim de Ocorrência deve ser feito imediatamente, sem necessidade de aguardar 24 ou 48 horas.
O registro pode ser realizado em qualquer unidade da Polícia Civil ou pela Delegacia Virtual. Também estão disponíveis os canais Disque 100 e Disque Denúncia 181 para informações.
*Com assessoria
