Homem é preso após ameaçar matar a ex e usar vídeos íntimos para forçar reconciliação em AL
Investigado ignorou medida protetiva, criou um perfil falso para voltar a perseguir a vítima e chegou a dizer que ela teria o mesmo destino da irmã, morta em um caso de feminicídio
Mesmo impedido pela Justiça de se aproximar da ex-companheira, um homem de 39 anos continuou perseguindo a mulher, criando um perfil falso nas redes sociais para ameaçá-la e divulgar vídeos íntimos na tentativa de forçá-la a reatar o relacionamento. Ele foi preso preventivamente nesta sexta-feira (26), em São Miguel dos Campos.
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De acordo com a Polícia Civil, a vítima, de 43 anos, encerrou um relacionamento de cerca de sete anos há aproximadamente dois anos. Desde então, o investigado não aceitava a separação e passou a intimidá-la com ameaças de morte e chantagens envolvendo vídeos íntimos.
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As investigações começaram em março deste ano, quando a mulher procurou a 6ª Delegacia Regional de Polícia (6ª DRP) para denunciar as ameaças. Diante da gravidade do caso, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência, proibindo qualquer contato entre o suspeito e a vítima.
A decisão, no entanto, não foi suficiente para interromper as perseguições. Conforme a investigação, o homem criou um perfil falso no Instagram para voltar a procurar a ex-companheira. Por meio da conta, teria retomado as ameaças e divulgado vídeos íntimos da vítima.


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Em uma das mensagens, segundo a Polícia Civil, o suspeito chegou a afirmar que a mulher teria o mesmo destino da irmã, assassinada em um caso de feminicídio registrado neste ano em São Miguel dos Campos.
Com as provas reunidas durante a investigação, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado. O mandado foi cumprido por equipes da 6ª Delegacia Regional de Polícia, coordenadas pelos delegados Bruno Emílio e Bruno Fernandes. O suspeito permanece preso à disposição da Justiça.
Em vídeo divulgado pela Polícia Civil, o delegado adjunto Bruno Fernandes explica como a investigação foi conduzida e detalha os crimes atribuídos ao suspeito.
A Polícia Civil orienta que mulheres em situação de violência doméstica procurem ajuda logo nos primeiros sinais de ameaça ou perseguição e denunciem os casos para que as medidas legais possam ser adotadas.
