Farda do Bope e comprovante falso: como ex-cabo da PM enganava vítimas em golpes do Pix
Investigado usava roupas semelhantes às da corporação e simulacro de arma para transmitir credibilidade durante os crimes

Preso nesta terça-feira (4), em Maceió, o ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, de 42 anos, utilizava uma farda semelhante à do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), além de um simulacro de arma de fogo, para passar credibilidade às vítimas durante a aplicação de golpes do falso Pix, segundo a Polícia Civil.
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De acordo com a delegada Camila Chacon, responsável pelo caso, o suspeito se aproveitava da imagem de policial para convencer comerciantes e outras vítimas de que os pagamentos realizados eram verdadeiros.
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Segundo a investigação, o ex-militar comprava produtos, apresentava um comprovante de Pix e convencia os comerciantes de que o valor havia sido transferido. Sem confirmar o recebimento do dinheiro na conta bancária, as vítimas entregavam as mercadorias e só depois descobriam o golpe.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, os policiais localizaram as roupas utilizadas pelo investigado nas ações criminosas. Conforme a delegada, os itens eram usados como estratégia para aumentar a confiança das vítimas.


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Além de comerciantes, uma garota de programa também está entre as vítimas apontadas pela investigação. Segundo a Polícia Civil, ela teria sido enganada pelo suspeito após manter uma relação com ele.
Ainda conforme a investigação, o homem foi expulso da Polícia Militar em 2023 após ser flagrado praticando golpes semelhantes. Mesmo após deixar a corporação, ele teria continuado utilizando a imagem de policial para cometer os crimes.
A Polícia Civil informou que boletins de ocorrência e imagens de câmeras de segurança ajudaram a comprovar o modo de agir do investigado e fundamentaram o pedido de prisão.
O ex-cabo foi conduzido à Central de Flagrantes e deverá responder por diversos crimes de estelionato. A Justiça decidirá sobre a manutenção da prisão durante a audiência de custódia.
