Revista Time ilustra Trump com a boca tapada após derrota no Congresso
Presidente americano aparece silenciado com um adesivo escrito "I Voted", distribuído aos eleitores após votarem

A revista americana Time publicou uma capa nesta quarta-feira (4) ilustrando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a boca tapada por um adesivo após a derrota dos republicanos nas Eleições de Meio de Mandato.
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A edição, segundo a revista, contém entrevistas com mais de 20 líderes democratas, estrategistas e integrantes do Congresso, em que oferecem um vislumbre de como o partido planeja exercer o recém-adquirido poder.
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TIME’s new cover: Interviews with more than two dozen Democratic leaders, strategists, and members of Congress offer a glimpse into how the party plans to wield its newfound power https://t.co/xWoWttv5sP https://t.co/LaUi5RPo3c
— TIME (@TIME) November 4, 2026
Assessores de Trump reconhecem, em caráter reservado, que o resultado das eleições foi tão favorável aos democratas que eles não preveem que a administração do líder americano conteste os resultados em larga escala — se é que chegará a fazê-lo.
“Foi, essencialmente, uma vitória grande demais para ser fraudada”, disse um assessor de Trump à CNN, fazendo referência a uma das expressões favoritas do presidente sobre sua vitória eleitoral em 2024.


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No período que antecedeu a eleição, Trump e seus aliados começaram a preparar o terreno para uma possível contestação dos resultados.
O presidente tem, repetidamente, colocado em dúvida a integridade das eleições nos EUA e, nos últimos meses, continuou a sustentar — sem apresentar provas — que o sistema está repleto de fraudes.
O Departamento de Justiça havia entrado, preventivamente, com uma ação judicial no Alasca para tentar impedir a certificação dos resultados no estado, caso o titular republicano, Dan Sullivan, não vencesse — visto que havia outro Dan Sullivan na cédula de votação.
Trump também tentou forçar a Califórnia a descartar milhares de votos que, segundo o Departamento de Justiça, poderiam ter sido dados por pessoas que não são cidadãs americanas; no entanto, a Suprema Corte rejeitou a medida na segunda-feira (2).
*com informações de Alayna Treene, da CNN Internacional.
