Jornais alemães repercutem sucesso da campanha de vacinação no Brasil

Publicações reconhecem país como nova referência na pandemia

Alguns jornais da Alemanha estão repercutindo o sucesso da campanha de vacinação no Brasil. Veja o que se fala sobre o Brasil nos principais jornais alemães:

Welt – Como o Brasil se tornou menino modelo na pandemia depois de ter sido criança problemática

O esporte favorito dos brasileiros é um reflexo da sociedade. A nação mais populosa da América Latina enfrentou o coronavírus e voltou à normalidade. O futebol também se beneficia com isso.

Em janeiro, durante o pico da pandemia, as coisas pareciam muito diferentes. Após uma temporada interrompida e jogos fantasmas, a final no Maracanã do Rio, na qual o Palmeiras de Abel derrotou o Santos de Pelé por 1 a 0, ocorreu sob restrições: sem venda de ingressos, acesso apenas para 5 mil convidados que tiveram que apresentar testes com resultado negativo e uso de máscaras.

Como os tempos mudam. Onze meses depois, o futebol reaparece em uma “forma normal”. O esporte favorito do brasileiro reflete de alguma forma a sociedade. A nação mais populosa da América Latina enfrentou a pandemia e atualmente pode ser considerada uma vencedora por contagem de pontos na luta quase sem esperança da qual estava refém.

Cerca de 87% da população adulta está totalmente imunizada, e na megalópole de São Paulo a taxa de vacinação chegou a 95%, o que lhe rendeu o apelido de “capital mundial da vacinação”.

A campanha de vacinação, recentemente otimizada com a desejada BioNTech/Pfizer, prossegue com a leveza dos próprios latinos: sem burocracia e sem complicações, simples e rápida, doses de reforço sem prazo, mais cedo do que na Alemanha, geralmente já quatro meses após a segunda picada.

Tagesschau – “O samba sobreviveu, hoje estamos celebrando”

Quase nenhum país foi atingido tão duramente pela pandemia quanto o Brasil. O carnaval foi cancelado. Mas agora quase todos no Rio estão totalmente vacinados, e finalmente o trem do samba pode voltar a dançar.

Quando o samba, a música dos ex-escravos, foi estritamente proibida no Rio, Paulo da Portela manteve-a viva. O músico juntou secretamente com seus amigos para formar um samba no vagão de um trem.

A tradição do “Trem do Samba”, um lendário trem do samba do Rio que viaja do centro para os subúrbios, foi reavivada há 26 anos, e desde então iniciou a temporada de carnaval no Pão de Açúcar todo mês de dezembro, até chegar a pandemia. Agora, no entanto, o ritmo está voltando aos trilhos do Rio.

“O samba sempre foi um símbolo de resistência”, diz Selminha Sorriso. Desta vez eles tiveram que lutar contra um inimigo invisível: “A pandemia e o vírus nos tiraram muito: belos momentos, se reunir, amigos”. Mas o samba sobreviveu, e hoje celebramos e olhamos para o futuro”.

“É por isso que dizemos: A ciência acima de tudo. Contamos com a ciência”, enfatiza Marquinho Oswaldo Cruz, que organiza o “Trem do Samba”. Ele está preocupado com os turistas não vacinados que vêm. “Esperamos que nosso governo introduza requisitos mais rigorosos para a entrada: Aqueles que querem vir ao Brasil devem estar vacinados”.

O prefeito do Rio cancelou as comemorações da passagem de ano. Por causa da variante Ômicron, também não haverá fogos de artifício na famosa praia de Copacabana neste ano.

Agora Cruz está preocupado que outra onda também coloque o carnaval em perigo: “Nós carnavalescos e amantes do samba temos grandes esperanças no carnaval”. Ele diz que as pessoas trabalham para o carnaval durante todo o ano. “Para nós, é mais do que uma celebração.

O carnaval é parte da alma desta cidade, faz com que ela floresça, também financeiramente. O carnaval traz dinheiro.”