Adversários condenam Trump por não recusar apoio de líder racista
Empresário diz não conhecer David Duke, embora já tenha falado dele
Donald Trump está sendo criticado por seus adversários por não recusar firmemente o apoio de um ex-líder da Ku Klux Klan e de outros grupos de supremacia branca, David Duke, e por não condenar esses grupos. Duke disse em seu programa de rádio que seria "uma traição" não votar em Trump e, em uma entrevista à CNN na manhã de domingo (28), o empresário desconversou ao ser questionado sobre o assunto.
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"Não sei nada sobre isso que você está falando de supremacia branca. Então não sei, eu não sei - ele me apoiou ou o que está acontecendo? Porque eu não sei nada sobre David Duke, não sei nada sobre supremacistas brancos", disse o pré-candidato republicano ao jornalista Jake Tapper no programa "State of the Union".
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O jornalista então lembrou que Trump já havia citado Duke antes, mas o empresário voltou a desconversar. "Eu tenho que ver esse grupo. Quero dizer, não sei de que grupo você está falando. Você não quer que eu condene um grupo sobre o qual eu não sei nada. Teria que dar uma olhada. Se você me mandar uma lista desses grupos, farei uma pesquisa sobre eles e certamente irei reprovar se achar que há algo errado. Você pode ter grupos ali que são totalmente ok - isso seria injusto", afirmou.
Tapper ainda insistiu, citando a KKK, e Trump afirmou que sequer conhece Duke. "Acredito que nunca o conheci. Tenho certeza. E simplesmente não sei nada sobre ele", garantiu.


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No entanto, David Duke foi citado pelo próprio Trump na sexta passada durante uma entrevista coletiva, quando um jornalista perguntou sobre a declaração do líder racista. "David Duke me apoiou? Ok, tudo bem. Eu desaprovo, ok?", disse.
Bem antes disso, em 2000, Duke foi citado nominalmente, ao lado de Pat Buchanan e Lenora Fulani, como um dos motivos pelos quais Trump desistiu de tentar uma candidatura à presidência pelo Partido Reformista. "O Partido Reformista agora tem um membro da Ku Klux Klan, o senhor Duke, um neo-nazi, o senhor Buchanan, e uma comunista, a senhora Fulani. Essas não são companhias que desejo manter", disse o empresário em um comunicado oficial.
Após a repercussão negativa da entrevista na CNN, Trump publicou no Twitter um post com um vídeo de sexta e o seguinte comentário: "como eu disse na coletiva de imprensa na sexta, em relação a David Duke - eu desaprovo".
Adversários
Três outros pré-candidatos republicanos e os dois democratas criticaram a forma como Trump lidou com o assunto na CNN.
"Não podemos ser o partido que indica alguém que se recusa a condenar supremacistas brancos e a Ku Klux Klan. Isso não é apenas errado, isso o torna inelegível", disse Marco Rubio em um comício em Virginia. "Não me digam que ele não sabe o que é a KKK. Isso é sério", acrescentou.
Os também republicanos Ted Cruz e John Kasich se manifestaram no Twitter. Cruz escreveu: "Realmente triste. Donald Trump, você é melhor do que isto. Todos deveríamos concordar, o racismo é errado, a KKK é abominável". Já Kasich postou o link de uma matéria sobre a entrevista de Trump e comentou: "Grupos de ódio não tem espaço na América. Somos mais fortes juntos. Fim da história".
Os democratas Bernie Sanders e Hillary Clinton se uniram nas críticas a Trump, com Clinton compartilhando um post de Sanders no Twitter que diz: "O primeiro presidente negro dos EUA não pode ser e não será sucedido por um espalhador de ódio que se recusa a condenar a KKK".
