Quero continuar parecendo eu: como a estética preventiva pode acompanhar o envelhecimento facial
Junto com a vontade de se cuidar, vem também um medo muito comum: o medo de ficar diferente

“Eu não quero mudar meu rosto. Quero continuar parecendo eu.”
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Essa é uma das frases que mais escuto quando converso com minhas pacientes sobre procedimentos estéticos.
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Muitas chegam ao consultório querendo cuidar de alguma coisa que começou a incomodar: uma linha de expressão que ficou mais marcada, uma flacidez que antes não existia, uma perda de volume ou simplesmente aquele aspecto de rosto cansado.
Mas, junto com a vontade de se cuidar, vem também um medo muito comum: o medo de ficar diferente.


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E eu entendo.
Acredito que estética não deve ser sobre transformar completamente um rosto. Deve ser sobre entender o que está acontecendo e, a partir daí, pensar no que realmente precisa ser feito.
Foi convivendo com essas pacientes que comecei a olhar ainda mais para a importância da estética preventiva.
Envelhecer é natural. O nosso rosto muda com o tempo, e isso faz parte da vida. A pele muda, perdemos colágeno, a distribuição da gordura facial se modifica, aparecem alterações de flacidez e as linhas de expressão podem ficar mais evidentes.
Mas não existe uma idade exata em que todas essas mudanças acontecem da mesma forma.
Cada rosto tem uma história.
E é justamente por isso que eu não acredito em protocolos prontos que servem para todo mundo.
Às vezes, uma paciente chega querendo preencher determinada região porque acredita que é ali que está o problema. Quando fazemos uma avaliação mais cuidadosa, percebemos que talvez a questão seja outra.
Nem todo rosto precisa de preenchimento.
Nem toda flacidez precisa de um procedimento.
E nem toda linha de expressão precisa desaparecer.
Antes de pensar em fazer alguma coisa, precisamos entender o rosto daquela paciente, suas características, suas expectativas e o que realmente faz sentido para ela.
Quando existe indicação, os procedimentos minimamente invasivos podem ser grandes aliados. Toxina botulínica, bioestimuladores de colágeno e preenchedores, por exemplo, podem fazer parte de um planejamento, mas cada um tem sua indicação e seu objetivo.
E, para mim, esse é um dos pontos mais importantes: não fazer por fazer.
O objetivo não é colocar procedimentos no rosto de uma paciente. O objetivo é cuidar dela.
Hoje, além de ser farmacêutica pós-graduada em Estética Facial e Corporal, sou estudante de Medicina. E essas duas áreas têm caminhado juntas na minha formação.
A estética me ensinou muito sobre autoestima, sobre as inseguranças que muitas mulheres carregam e sobre o quanto uma pequena mudança pode fazer diferença na forma como uma paciente se enxerga.
A Medicina tem ampliado meu olhar sobre anatomia, fisiologia e sobre a importância de entender o paciente como um todo.
E quanto mais estudo, mais acredito que estética e saúde precisam caminhar juntas.
Também não podemos falar em envelhecimento sem falar dos cuidados básicos que fazem parte desse processo: proteção solar, cuidados com a pele, alimentação, atividade física, sono e hábitos de vida.
Procedimento nenhum substitui isso.
Quando uma paciente me diz que quer continuar parecendo ela mesma, eu entendo que ela não está querendo parar o tempo.
Ela só quer que o rosto acompanhe, de alguma forma, a maneira como ela ainda se sente por dentro.
E é isso que eu acredito que a estética preventiva pode proporcionar: não apagar o envelhecimento, mas acompanhar cada fase com planejamento, naturalidade e respeito à individualidade.
No final, para mim, o melhor resultado não é aquele em que todo mundo percebe que você fez um procedimento.
É aquele em que você se olha no espelho e pensa:
“Eu continuo sendo eu. Só estou me sentindo ainda melhor comigo mesma.”
Lara GuimarãesSou farmacêutica, pós-graduada em Estética Facial e Corporal e estudante de Medicina.
Minha trajetória na estética começou pelo desejo de trabalhar com autoestima e com o cuidado individualizado de cada paciente. Hoje, a Medicina faz parte da minha formação e vem ampliando cada vez mais a minha forma de enxergar o cuidado, a anatomia e o envelhecimento.
Acredito em uma estética que valoriza a naturalidade, respeita os limites de cada rosto e entende que cada paciente tem uma história diferente.
Cuidar da sua aparência não precisa significar mudar quem você é.
Lara Guimarães
Farmacêutica | Pós-graduada em Estética Facial e Corporal
Estudante de Medicina
Instagram: @laranasguimaraes
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
