IMA flagra jacarés-de-papo-amarelo abandonados em Fernão Velho
Foram encontrados 144 jacarés, sendo 139 vivos e cinco mortos; multas chegam a R$ 497.720 mil

Rayssa Cavalcante
10/02/2023 às 5:25 • Atualizada em 10/02/2023 às 6:08 - há XX semanas
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O Instituto de Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) flagrou, em operação no bairro Fernão Velho, em Maceió, realizada entre a quarta (8) e esta sexta-feira (10), um criatório de jacarés-de-papo-amarelo repleto de infrações ambientais. Ao todo, as autuações contra a empresa responsável pelo local, em razão das irregularidades, somam R$ 497.720 mil.
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Segundo o instituto, essa é uma das maiores infrações ambientais relacionadas a fauna já presenciada em território alagoano, sendo preciso montar uma verdadeira força tarefa com técnicos dos setores de Fiscalização, Laboratório, Fauna e Unidades de Conservação. Também houve a presença do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
"Foram encontrados 144 jacarés, sendo 139 vivos e cinco mortos. Os vivos em situação de total abandono. Os animais estavam visivelmente submetidos a uma situação de maus tratos: em confinamento, sem alimentação, sem manejo adequado e sem água", relatou o IMA/AL.
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Ainda de acordo com o instituto, o empreendimento está localizado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Catolé e Fernão Velho. Uma intimação para a apresentação do cronograma de desmobilização do empreendimento também foi emitida.


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No local, as equipes constataram que os tanques estavam com baixo nível de oxigênio. “O excesso de carga orgânica, pelo ambiente eutrofizado, e a presença de materiais flutuantes. Essas características no ambiente aquático podem ser fatores que contribuíram para o comprometimento dos animais. As amostras estão sendo trabalhadas para determina parâmetros de coliformes”, explicou Karine Pimental, técnica do IMA/AL.
O empreendimento, conforme o instituto, estava visivelmente abandonado, com animais mortos e os vivos se alimentando da carcaça dos mortos, além do mau cheiro por toda a parte.
Veja as infrações constatadas:
Maus tratos: R$432 mil;
Operação com licença ambiental vencida: R$32.860 mil;
Captação de água de modo irregular e sem outorga: mais R$32.860 mil.

