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Flamengo aciona órgão regulador e denuncia Vasco: 'Gastar além da capacidade vira vantagem'

Rubro-Negro pede análise das movimentações do rival em meio à crise financeira


				Flamengo aciona órgão regulador e denuncia Vasco: 'Gastar além da capacidade vira vantagem'
BAP durante entrevista à Flamengo TV. (Foto: Reprodução)

O Flamengo acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para pedir uma análise da situação econômico-financeira do Vasco. O clube rubro-negro questiona se as recentes movimentações do rival no mercado estão de acordo com as regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF).

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Em recuperação judicial, o Vasco comunicou dificuldades para cumprir suas obrigações financeiras e solicitou à Justiça autorização para contratar um novo financiamento emergencial, destinado à manutenção de suas operações. Paralelamente, o clube segue trabalhando na busca por reforços para o elenco.

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Na avaliação do Flamengo, a situação precisa ser analisada pelo órgão regulador. O clube entende que um eventual mecanismo criado para ajudar uma instituição em dificuldade financeira não pode, ao mesmo tempo, permitir a ampliação de despesas esportivas sem que seja considerada a capacidade de pagamento.

— O Flamengo entende que situações dessa natureza precisam ser analisadas sob a perspectiva das regras de sustentabilidade financeira. A adoção de medidas destinadas a preservar a operação de um clube em dificuldade não pode, ao mesmo tempo, funcionar como instrumento para ampliar despesas esportivas e assumir novas obrigações sem que sua capacidade financeira seja devidamente considerada — cita o Flamengo ao falar sobre o Vasco.

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Flamengo cita equilíbrio da competição

Na notificação, o Flamengo argumenta que a discussão não se limita à situação financeira do Vasco. Para o Rubro-Negro, a responsabilidade econômica dos clubes também tem impacto direto no equilíbrio esportivo das competições.

O entendimento é de que clubes que controlam seus gastos e mantêm as obrigações em dia podem acabar em desvantagem diante de equipes que, mesmo enfrentando dificuldades financeiras, conseguem ampliar os investimentos no elenco.

A preocupação ganha peso principalmente na disputa contra o rebaixamento. O clube da Gávea argumenta que, em um cenário no qual clubes brigam pela permanência na elite do futebol nacional, não seria justo que uma equipe pudesse assumir novas despesas para reforçar o elenco enquanto enfrenta problemas para cumprir compromissos já existentes.

— A situação se torna ainda mais grave quando observada sob a perspectiva dos clubes que lutam para permanecer na Série A. Enquanto alguns são obrigados a fazer escolhas difíceis, adequar investimentos à própria capacidade financeira e cumprir seus compromissos, outros podem seguir reforçando seus elencos mesmo sem honrar obrigações já assumidas. A discrepância é evidente: na disputa contra o rebaixamento, quem age com responsabilidade financeira não pode ser colocado em desvantagem justamente por respeitar os limites de suas contas. Quando gastar além da própria capacidade se transforma em vantagem esportiva, o problema deixa de ser apenas financeiro e passa a atingir diretamente a isonomia, a credibilidade e a integridade da competição — diz trecho da nota.


				Flamengo aciona órgão regulador e denuncia Vasco: 'Gastar além da capacidade vira vantagem'
Jogadores de Flamengo e Vasco. (Foto: Matheus Lima/Vasco)

Flamengo levanta risco de crise durante o campeonato

O clube também chama atenção para um cenário mais extremo. Na visão do Flamengo, caso uma SAF utilize recursos destinados à manutenção de sua operação para realizar novos gastos, existe o risco de agravamento da situação financeira e até de uma eventual decisão judicial que determine a falência.

A pergunta levantada pelo Rubro-Negro é sobre o impacto que uma situação desse tipo poderia causar no campeonato caso um participante não tivesse condições de seguir disputando a competição.

Confira a nota do Flamengo sobre o Vasco

"A sustentabilidade, o crescimento e a expansão do futebol brasileiro exigem responsabilidade, planejamento e compromisso de todos os agentes que integram esse ecossistema. O futebol que queremos daqui a dez anos começa a ser construído agora, a partir das escolhas e das medidas adotadas no presente.

Nesse contexto, o Flamengo defende a construção de um ambiente economicamente saudável e o aperfeiçoamento de mecanismos que estimulem a responsabilidade financeira dos clubes. A solidez das instituições é fundamental para o desenvolvimento da indústria e para a preservação de um cenário competitivo, equilibrado e capaz de crescer de forma consistente.

Com base nesses princípios, o Flamengo encaminhou à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) uma notificação relacionada à situação econômico-financeira do Vasco da Gama, solicitando que a Agência avalie o caso à luz das regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF).

A iniciativa decorre de uma situação que, na avaliação do Flamengo, merece a atenção do órgão regulador. Em recuperação judicial, o Vasco comunicou dificuldades para cumprir suas obrigações financeiras e solicitou autorização judicial para a contratação de novo financiamento emergencial destinado à manutenção de suas operações. Contudo, paralelamente, o clube segue atuando no mercado para reforçar seu elenco, inclusive com diversas propostas para contratações de valor relevante.

O Flamengo entende que situações dessa natureza precisam ser analisadas sob a perspectiva das regras de sustentabilidade financeira. A adoção de medidas destinadas a preservar a operação de um clube em dificuldade não pode, ao mesmo tempo, funcionar como instrumento para ampliar despesas esportivas e assumir novas obrigações sem que sua capacidade financeira seja devidamente considerada.

A questão ultrapassa a situação individual de qualquer clube. O equilíbrio econômico também é parte do equilíbrio competitivo. Se alguns participantes precisam adequar investimentos e despesas aos limites estabelecidos pelas regras, enquanto outros podem ampliar sem controle seus gastos mesmo diante de dificuldades financeiras relevantes, cria-se uma assimetria que pode penalizar

justamente aqueles que mantêm suas obrigações em dia e atuam de acordo com os princípios de responsabilidade financeira.

A situação se torna ainda mais grave quando observada sob a perspectiva dos clubes que lutam para permanecer na Série A. Enquanto alguns são obrigados a fazer escolhas difíceis, adequar investimentos à própria capacidade financeira e cumprir seus compromissos, outros podem seguir reforçando seus elencos mesmo sem honrar obrigações já assumidas. A discrepância é evidente: na disputa contra o rebaixamento, quem age com responsabilidade financeira não pode ser colocado em desvantagem justamente por respeitar os limites de suas contas. Quando gastar além da própria capacidade se transforma em vantagem esportiva, o problema deixa de ser apenas financeiro e passa a atingir diretamente a isonomia, a credibilidade e a integridade da competição.

A sustentabilidade dos clubes que que disputam as competições é condição para que possam cumprir seus compromissos esportivos ao longo de toda a temporada, evitando que dificuldades financeiras extremas produzam consequências para adversários, credores, atletas, profissionais e para o campeonato como um todo. Se uma SAF utilizar recursos para suportar a sua operação e deslocá-los para novos gastos, isso traz a ameaça de uma decisão da justiça de decretação de falência. Como a competição ficaria com a subtração de um participante no meio do campeonato?

Ao levar a questão à ANRESF, o Flamengo reafirma sua disposição de contribuir para o desenvolvimento do futebol brasileiro. Preservar a sustentabilidade dos clubes e a integridade das competições é uma responsabilidade coletiva e uma condição essencial para construir uma indústria mais forte no futuro."

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