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Dupla brasileira é atrapalhada por lixo na Baía e reclama: "Foi muito ruim"

Samuel Albrecht e Isabel Swan, da classe Nacra 17, relatam "muita sujeira" na Baía de Guanabara durante a disputa da medal race nesta terça-feira

A sujeira da Baía de Guanabara atrapalhou a dupla brasileira Samuel Albrecht e Isabel Swan nesta terça-feira, durante a disputa da medal race da classe Nacra 17 das provas de vela da Olimpíada do Rio de Janeiro. Depois do oitavo lugar na regata decisiva, os atletas revelaram problemas na raia do Pão de Açúcar.

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Segundo Samuel, o lixo também havia atrapalhado a dupla em outras regatas, mas, para não desviar o foco, ele e sua companheira decidiram não levar o assunto à mídia antes.

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- (Tivemos problemas) cinco vezes hoje, e ontem já tinha acontecido também. Não queríamos falar muito do assunto, mas hoje foi muito ruim, muita sujeira. Estávamos em segundo, mas pegamos muito lixo. Não sei se acontece com os outros, mas aconteceu conosco hoje - explicou Samuel.

Nos primeiros dias de disputa das regatas, a Baía de Guanabara chegou a ganhar elogios do britânico Nick Dempsey, destaque na classe RS:X. O brasileiro Bimba e o português João Rodrigues não viram nenhum "saquinho" ou qualquer sujeira no caminho.

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Com as 13 regatas (12 mais a medal race) disputadas, Samuel Albrecht e Isabel Swan terminaram a Olimpíada do Rio de Janeiro em 10º lugar na Nacra 17. Independentemente do lixo encontrado, eles ficaram satisfeitos com o resultado e esperam iniciar a preparação para os Jogos de Tóquio 2020 com antecedência.

- Acho que foi muito bom. Ganhamos regata em condição de vento fraco, em vento forte tivemos um segundo lugar. Tivemos umas regatas ruins também, mas conseguimos ficar entre os 10 melhores no mundo. Muita gente boa ficou para trás. Estamos bem felizes com o resultado. Hoje tivemos alguns incidentes com lixo prendendo no leme, mas conseguimos superar - disse Isabel.

- Vamos ver qual vai ser a política, se o apoio vai melhorar. O que todo mundo pensa. Não adianta só a gente querer. Tem que começar a campanha antes. Se começar como começamos essa agora, melhor nem começar - completou Samuel.

Também na Nacra 17, a dupla Cecilia Carranza Saroli e Santiago Lange conquistou o primeiro ouro olímpico da vela da Argentina. A façanha na Baía de Guanabara torna-se ainda mais heroica diante do histórico de Santiago. Aos 54 anos e com dois bronzes olímpicos na bagagem, o velejador superou um câncer de pulmão para chegar à Olimpíada do Rio. A prata na classe Nacra 17 ficou a Austrália e o bronze, com a Áustria.

RESUMÃO DO DIA

A terça-feira começou com a medal race da classe Laser Radial (a Laser para mulheres). Com a esposa de Robert Scheidt, Gintare Scheidt, na disputa, mas sem chances de medalha, a britânica Alison Young venceu a regata, mas ficou em oitavo lugar no ranking geral. A medalha de ouro ficou com a holandesa Marit Bouwmeester, que terminou a Olimpíada com apenas 61 pontos, seguida pela irlandesa Annalise Murphy, com 67, e a Anne-Marie Rindom, da Dinamarca, com 71. Gintare ficou em sétimo lugar na classificação final.

Depois, Scheidt entrou em ação e venceu sua medal race na classe Laser, mas não foi o suficiente para conseguir uma medalha de bronze - o máximo que conquistaria nesta terça-feira. O ouro ficou com o australiano Tom Burton, e a prata com o croata Tonci Stipanovic. O almejado bronze então coube ao neozelandês Sam Meech.

Se Robert Scheidt ficou no quase, Martine Grael e Kahena Kunze seguem com chances de medalha de ouro na 49er FX na Olimpíada do Rio de Janeiro. Elas conseguiram um segundo, um sétimo e outro segundo lugar, respectivamente, nas três regatas disputadas nesta terça-feira. Agora, resta só a medal race da classe, que será disputada na quinta-feira.

Também foi disputada nesta terça-feira a medal race da classe Finn. O brasileiro Jorge Zarif terminou a regata decisiva em terceiro, mas em quarto no ranking geral. O britânico Giles Scott, o esloveno Vasilij Zbogar e o norte-americano Caleb Paine ficaram com o ouro, a prata e o bronze, respectivamente.

Na classe 470 masculina, o Brasil ficou fora da medal race. Henrique Haddad e Bruno Bethlem terminaram a Olimpíada do Rio de Janeiro em 22º lugar. Já na 470 para mulheres Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan conseguiram garantir o nono lugar no ranking geral e disputarão a medal race nesta quarta-feira. Nesta terça, elas ficaram em sétimo, 15º e quinto lugar nas regatas disputadas.

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