Seções + Q Inclusivas ampliam participação de pessoas com deficiência em AL
Projeto da Justiça Eleitoral permite que mesários com deficiência atuem diretamente no processo de votação

As Eleições 2026 contam com uma iniciativa voltada à inclusão e à participação de pessoas com deficiência no processo eleitoral em Alagoas. As chamadas Seções + Q Inclusivas permitem que pessoas com deficiência atuem como mesárias e mesários, participando desde os treinamentos até o funcionamento das seções no dia da votação.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Em Maceió, três delas estão instaladas na região da Jatiúca, no prédio novo do Colégio Santa Úrsula. No local, é possível acompanhar a atuação de mesários com e sem deficiência durante o primeiro turno das eleições, neste domingo (4).
Leia também
Neste ano, o projeto também foi ampliado para o interior do Estado. Pela primeira vez, Arapiraca conta com uma Seção + Q Inclusiva, instalada no Instituto Federal de Alagoas (IFAL).
Segundo Fabiana Tenório, assessora de Acessibilidade, Inclusão e Sustentabilidade da Justiça Eleitoral em Alagoas, a iniciativa busca garantir que pessoas com deficiência tenham participação efetiva no processo eleitoral.


Após votar, Alfredo Gaspar diz estar confiante na vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno

Arthur Lira diz estar confiante na vitória: "O povo conhece nossa trajetória"

Lula deixa local de votação e cumprimenta apoiadores em São Bernardo do Campo (SP)

Voto de Dilma em BH tem aplausos, vaias e empurra-empurra
“Eles participam desde as reuniões e do treinamento de mesários e também atuam como mesários no processo eleitoral”, explicou.

O projeto está no segundo ano e foi ampliado após a avaliação positiva da experiência realizada na eleição anterior. Além de promover a inclusão entre os mesários, a iniciativa tem uma segunda função: mostrar aos eleitores que pessoas com deficiência podem exercer normalmente as atividades relacionadas ao processo eleitoral.
“Temos duas vertentes. A primeira é a do mesário, da pessoa com deficiência que atua como mesário e vê como é participar efetivamente da eleição. A segunda é a do eleitor, porque são seções comuns, onde há eleitores com e sem deficiência, que percebem que o mesário com deficiência está ali fazendo a fila fluir e fazendo o processo funcionar”, afirmou Fabiana.
Como funciona
As Seções + Q Inclusivas funcionam como seções eleitorais comuns. A diferença está na composição da equipe de mesários, que inclui pessoas com deficiência atuando diretamente no atendimento aos eleitores e na organização do processo de votação.
A proposta é proporcionar autonomia e representatividade, além de contribuir para a quebra de barreiras e preconceitos relacionados à participação de pessoas com deficiência em diferentes espaços da sociedade.

Para Fabiana, a ampliação do projeto poderá continuar nas próximas eleições, dependendo da avaliação dos resultados deste ano.
“De repente, no próximo ano, devido ao sucesso que estamos vendo acontecer, a gente pode ter uma ampliação. Tudo vai depender de como vai caminhar e de como vamos analisar isso no pós-eleitoral”, destacou.
A proposta das Seções + Q Inclusivas é reforçar que a democracia deve ser acessível e contar com a participação de todos. “Todos têm que participar da festa da democracia”, concluiu Fabiana.
