Reeleição de Lula: Bolsa retoma negociações após circuit breaker
Negociações foram retomadas após 40 minutos. Às 12h27, Ibovespa teve leve recuperação, mesmo assim acumulava baixa 15%

A bolsa brasileira (B3) acionou o circuit breaker logo na abertura do pregão desta segunda-feira (26/10), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida ocorreu diante da forte queda no Ibovespa futuro, os chamados “papéis futuros”, negociados antes mesmo do início das transações do pregão — , tradicionalmente às 10h.
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As negociações foram retomadas às 10h40. Logo no início, houve uma forte queda. O placar marcava 202.928,87 pontos, com retração de 1,05%. A queda foi acentuada às 10h46 com o índice caindo 16,94% aos 170.340,70 pontos.
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O mercado continuou operando instável na manhã. Às 11h34, o índice era de 170.693,37 pontos acumulando 16,77% de queda. Após as 11h30, houve uma leve recuperação o que deixou as perdas em 15% aos 174.316,73 pontos às 12h27.
O mecanismo de circuit breaker é acionado em momentos de forte estresse no mercado para conter a volatilidade extrema.


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A última vez que o circuit breaker havia sido utilizado foi em março de 2020, mês em que foi declarada a Pandemia de Covid-19.
Veja exemplos de quando o circuit breaker foi acionado
1997 – Crise asiática: o Ibovespa registrou queda de 10,19%;
1999 – Desvalorização do real: o Ibovespa caiu 10,29% no dia;
2008 – Crise do subprime nos Estados Unidos: houve seis interrupções em menos de um mês;
2020 – Pandemia de Covid-19: o circuit breaker foi acionado seis vezes em março.
O Ibovespa chegou a recuar 19,85% nesta segunda.
Na última sexta-feira (23/10), a bolsa de valores encerrou o pregão com 205.082,56 pontos, alta de 0,47%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25/10) e seguirá no comando da Presidência da República por mais quatro anos. O petista derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno na liderança da disputa, mas foi superado em uma virada inédita.
Dólar em alta
O dólar comercial abriu esta segunda operando em alta no mercado à vista, em relação ao fechamento da última sexta-feira (23/10). Às 9h30, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 5,60, com elevação de 12,5%.
A alta do dólar perdeu um pouco de força do meio para o fim da manhã. Às 10h51, a moeda era negociada a R$ 5,51, com alta de 10,44. A desaceleração na alta do dólar continuou e a moeda passou para R$ 5,47 às 11h32 (+9,82%).
Na sexta, o dólar fechou cotado a R$ 4,99, com queda de 0,90%.
A disparada do dólar incentivou o acionamento na bolsa do circuit breaker, mecanismo de proteção do mercado financeiro que paralisa temporariamente as negociações em momentos de forte volatilidade para que os investidores possam reavaliar suas estratégias.
Ações
As ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos despencaram no pré-mercado após o presidente Lula conquistar vitória contra o senador Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026.
Os primeiros sinais pós-eleição mostravam que o ETF (fundo que acompanha ações brasileiras) em Nova York caiu 27%, enquanto o fundo equivalente no Japão recuou 15% na madrugada, maior perda em um único dia desde 2008.
Petróleo
O barril do petróleo tipo brent, referência no mercado internacional, era negociado a US$ 114,96 às 8h, com variação de 1,51%.
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