Skincare com sardinha: médica comenta riscos de nova tendência das redes
Nova tendência consiste em usar sardinha crua na pele para obter mais firmeza e luminosidade

Muito popular no universo da alimentação saudável, a sardinha também virou tendência de skincare nas redes sociais. Conhecida como “sardine skincare”, a proposta consiste em aproveitar os nutrientes do peixe para enriquecer a rotina de cuidados com a pele. Apesar das promessas de firmeza, luminosidade e jovialidade, a técnica não é recomendada pela medicina.
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Ao Metrópoles, a dermatologista Luma Martins destaca que não existe evidência científica sobre efeitos de rejuvenescimento ao aplicar sardinha crua diretamente na pele. Além disso, o alimento pode carregar diferentes microrganismos, gerando um risco real de irritação e contaminação.
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“Se a pessoa tiver alguma lesão na pele (uma espinha manipulada, um corte, uma escoriação ou até pequenas fissuras) esse contato pode facilitar uma infecção. Também podemos ter dermatite de contato ou reação alérgica”, alerta.
Benefícios no prato


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A especialista ainda reforça que é importante não confundir um alimento saudável para consumo com um ingrediente seguro e eficaz para aplicação na pele.
“Existem trabalhos mostrando alterações favoráveis em mediadores inflamatórios da pele após suplementação com ômega 3 e uma possível redução da resposta inflamatória provocada pela radiação ultravioleta. Também há estudos avaliando o uso de ômega 3 em doenças inflamatórias da pele. Eu diria que a sardinha pode ser uma boa aliada quando está no prato, não quando está no rosto!”, esclarece.
Ativos com eficácia real
Luma acrescenta que o uso de alimentos na pele está associado à procura por soluções mais simples, baratas e acessíveis — considerando que os tratamentos dermatológicos costumam ser caros e, nas redes, uma receita caseira pode parecer uma alternativa fácil. “O problema é que uma pessoa diz que funcionou para ela e aquilo rapidamente é reproduzido por milhares de outras”, afirma.
Para atingir os supostos benefícios prometidos pelo uso da sardinha na pele, a médica cita principalmente ativos dermatológicos como retinóides, que atuam na renovação e produção de colágeno. Além disso, para luminosidade e uniformidade, ela indica vitamina C, niacinamida e ácido glicólico.
“O mais importante é escolher o tratamento de acordo com a pele e a necessidade de cada pessoa em vez de seguir uma receita que viralizou na internet”, conclui.
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