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Estudo alerta para transmissão de superbactéria entre pets e humanos

Pesquisa encontrou semelhança genética entre bactérias de cães, gatos e pacientes humanos, indicando possível transmissã


				Estudo alerta para transmissão de superbactéria entre pets e humanos
Kateryna Kon/Science Photo Library/Getty Images.

Cães e gatos podem ter um papel na circulação de uma das bactérias mais resistentes aos antibióticos já conhecidas. Um estudo publicado na revista Applied and Environmental Microbiology em 15 de junho encontrou forte semelhança genética entre cepas da bactéria Acinetobacter baumannii isoladas de animais de estimação e de pacientes humanos, sugerindo que pode haver transmissão entre as duas espécies.

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Conhecida por causar infecções graves, principalmente em hospitais, a A. baumannii é considerada um patógeno de prioridade máxima pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido à resistência a diversos antibióticos. Nos últimos anos, cientistas também passaram a investigar sua capacidade de circular entre animais e pessoas.

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A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Agrícola de Nanjing, do Instituto de Tecnologia de Wuhu e da Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing.

O que os pesquisadores encontraram

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O trabalho começou após a identificação da bactéria em embriões de galinhas e patos que morreram antes da eclosão.

Ao comparar esse material com centenas de amostras coletadas em outros animais e em humanos, os pesquisadores perceberam que as aves e os animais de produção carregavam cepas bem diferentes das encontradas em pessoas.

Já as bactérias isoladas de cães, gatos e cavalos eram praticamente idênticas às que circulavam em hospitais das mesmas regiões.

Ao todo, os cientistas analisaram 509 amostras da bactéria coletadas em 17 países, envolvendo 33 espécies animais, e compararam esses dados com milhares de amostras obtidas de pacientes.

Segundo a equipe, as cepas encontradas em animais de estimação apresentavam mais de 99% de semelhança genética com as isoladas em humanos. Em alguns casos, essa similaridade ultrapassava 99,5%.

Além disso, cães e gatos carregavam genes que tornam a bactéria resistente aos carbapenêmicos, antibióticos considerados uma das últimas opções de tratamento para infecções graves. Esses genes não foram identificados nas amostras de aves, animais silvestres ou de criação.

Contato próximo pode favorecer transmissão

Para os pesquisadores, o contato diário e muito próximo entre pessoas e animais de estimação pode facilitar a circulação dessas bactérias.

“Nossos resultados sugerem que a A. baumannii tem maior potencial de transmissão entre animais de companhia e humanos do que entre humanos e animais de produção, aves ou animais silvestres. Esse potencial pode estar relacionado ao contato próximo entre pets e seus tutores”, escreveram os autores.

Apesar dos resultados, o estudo não comprova que um cão ou gato tenha transmitido a bactéria diretamente para uma pessoa.

Os pesquisadores explicam que a análise encontrou apenas evidências genéticas indicando que as bactérias circulam entre humanos e animais, mas ainda não foi possível demonstrar exatamente quando, como ou em que direção essa transmissão ocorreu.

Próximos passos

Segundo os autores, serão necessárias novas pesquisas para acompanhar a circulação da bactéria em animais e pessoas e entender com que frequência essa transmissão realmente acontece.

Esse conhecimento pode ajudar no desenvolvimento de estratégias para reduzir a disseminação de bactérias resistentes aos antibióticos, um dos principais desafios atuais da saúde pública mundial.

Acompanhe a matéria em Metrópoles.com

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