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Patroa usava aposentadoria de empregada idosa para despesa da casa; entenda

Mulher que trabalhava em condição análoga a escravidão a 49 anos foi resgatada da residência da família empregadora


				Patroa usava aposentadoria de empregada idosa para despesa da casa; entenda
Idosa é resgatada após 49 anos de trabalho análogo à escravidão em SP • Reprodução.

A patroa da idosa de 62 anos que passou 49 anos em condição análoga à escravidão, enquanto trabalhava como empregada doméstica, usava a aposentadoria dela para pagar despesas da própria casa. A mulher foi resgatada nessa quarta-feira (10), na residência da família empregadora, localizada no centro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo.

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Ela prestava serviço para os chefes desde 1977, de forma interrupta, sem direito a folgas ou férias. Segundo as investigações, em 2015, a vítima conseguiu se aposentar graças a um curto período de registro em carteira. Na época, recebia pequenas quantias a título de remuneração, mas os valores eram administrados pela patroa, que liberava dinheiro apenas quando ela solicitava.

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Após a aposentadoria, ela não recebeu qualquer pagamento, mas continuou trabalhando na residência. Nos últimos meses, dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada da qual era a única cuidadora.

Além disso, os valores de sua aposentadoria eram utilizados para custear as despesas da casa da patroa.

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Resgate

O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Durante a ação, a vítima se emocionou ao relatar que não saía do apartamento há cerca de quatro meses.

Ela contou aos agentes que a rotina era muito exaustiva e comprometia sua saúde física, mental e pessoal, já que não lavava os cabelos há mais de um mês. Após ser encontrada, a trabalhadora foi afastada do local e acolhida por familiares.

Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.

O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.

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