Copa do Mundo: Empresa de cibersegurança identifica 25 sites fraudulentos de bolões e apostas
Recomendação é priorizar a participação em ações organizados por pessoas conhecidas ou por marcas consolidadas

A empresa de cibersegurança Kaspersky já identificou em junho 25 sites fraudulentos focados exclusivamente em falsos bolões e apostas esportivas. Com a proximidade da estreia do Brasil na Copa do Mundo, a paixão dos torcedores virou alvo doscriminosos. Para atrair os grupos que gostam de palpitar sobre os resultados das partidas, os falsos bolões prometem prêmios grandiosos, que não são pagos posteriormente.
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O objetivo dos golístas é roubar dados pessoais das vítimas, através de formulários preenchidos para participar da suposta brincadeira, e obter vantagem financeira, cobrando dinheiro via Pix para contas de laranjas.
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— Os cibercriminosos aproveitam uma tradição cultural fortíssima no Brasil para criar sites de apostas falsos que nunca pagarão os prêmios prometidos — alerta Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.
Para se proteger, portanto, os internautas devem desconfiar de bolões desconhecidos e priorizar a participação em ações organizados por pessoas conhecidas ou por plataformas e marcas consolidadas e verificadas. Sites que exigem pagamentos rápidos via Pix são ainda mais suspeitos.


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Colecionáveis também são iscas
Além disso, cerca de 180 sites falsos de vendas de álbum e figurinhas foram detectados antes do início do torneio. Desde o início das análises, em 23 de abril, a Kaspersky já identificou quase 180 domínios fraudulentos usados para aplicar golpes no Brasil, México, Portugal e restante da América Latina. Foram bloqueados mais 15 novos sites fraudulentos entre o final de maio e o início de junho, mostrando que os golpistas continuam criando novas páginas para enganar os torcedores.
Por isso, é importante ter sempre instalado um antivírus confiável, no celular e no computador. Essas ferramentas bloqueam proativamente tentativas de phishing e sites falsos de apostas e streaming.
Há ainda outros vetores de ataque que estão ativos durante o período do mundial:
Sites fraudulentos de produtos e viagens - Páginas falsas que imitam grandes marcas oferecem ingressos, pacotes turísticos de última hora e hospedagens nas cidades-sede com preços muito abaixo do mercado para induzir pagamentos rápidos via Pix ou capturar credenciais de plataformas legítimas de viagem.
Transmissões de streaming piratas - Com a alta demanda para assistir às partidas ao vivo, muitos torcedores buscam alternativas gratuitas na internet. Os cibercriminosos aproveitam essa busca para criar sites de streaming piratas, que divulgam nas redes sociais. Para liberar o suposto sinal do jogo, essas páginas exigem o download de falsas extensões ou "plugins" de vídeo. Na realidade, a transmissão nunca acontece e o único objetivo é infectar o aparelho da vítima com programas maliciosos para roubar credenciais de e-mail e redes sociais, monitorar dados bancários e até sequestrar o controle total do dispositivo para a exibição de anúncios abusivos.
Redes Wi-Fi públicas vulneráveis nas cidades-sede - Para quem viaja para acompanhar os jogos nos estádios, o Wi-Fi gratuito esconde perigos. Um estudo de wardriving realizado pela Kaspersky nas três cidades-sede do México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey) analisou mais de 84 mil sinais de Wi-Fi e revelou que 17% das redes abertas são inseguras (com criptografia fraca ou inexistente). Conectar-se a elas sem proteção coloca em risco dados bancários e senhas de turistas.
A Kasperksy recomenda, se estiver viajando, evitar realizar transações financeiras ou acessar apps de banco em redes públicas. Use sempre uma Rede Privada Virtual (VPN), como a Kaspersky VPN, para criptografar seus dados.
