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Novo ministro apaga vídeos em que defende castigos físicos a crianças

Na gravação, Milton Ribeiro diz que correção com dor é necessária para a cura

Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como novo ministro da Educação, Milton Ribeiro apagou um vídeo em que defende castigos físicos a crianças. O material viralizou nas redes sociais na última sexta-feira, logo após o anúncio da indicação do pastor e advogado para a pasta, sem um titular havia três semanas.

Segundo o portal UOL, o vídeo intitulado "A Vara da Disciplina", gravado em um templo presbiteriano em abril de 2016, foi excluído, porém outras cópias do material

Ribeiro, na gravação, afirmou que "essa ideia de que a criança é inocente é relativa" e explicou que "um tapa de um homem ou uma cintada de uma mulher podem ser muito mais fortes que uma criança pode suportar".

"A correção é necessária para a cura", disse o pastor. "Não vai ser obtido por meios justos e métodos suaves. Talvez uma porcentagem muito pequena de criança, precoce e superdotada, é que vai entender o seu argumento. Deve haver rigor, severidade. E vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim: deve sentir dor."

O pastor, citando a Bíblia, justificou seu pensamento: "Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-la". E esclareceu: "Não estou aqui dando uma aula de espancamento infantil, mas a vara da disciplina não pode ser afastada da nossa casa".

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Em 2014, a então presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou a lei 13.010, apelidada de Lei da Palmada, que proíbe castigos físicos como método disciplinar para crianças e obriga servidores públicos a relatarem casos de violência a autoridades.

Cinco anos depois, o deputado Delegado Waldir (PSL-GO) propôs revogar a Lei da Palmada alegando que representou uma indevida intromissão do Estado "em matérias reservadas à família".

Assista a uma das cópias do vídeo "A Vara da Disciplina", em que o novo ministro da Educação defende castigos físicos para educar crianças:

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