Diácono da Assembleia de Deus morto em abordagem da PM foi baleado na nuca
Religioso foi morto após ser abordado pela polícia dentro de um carro.

O diácono morto a tiros por policiais militares na zona leste de São Paulo foi alvo de disparos no pescoço, nuca e coxa direita.
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O que aconteceu
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O religioso foi morto após ser abordado pela polícia dentro de um carro. Os agentes disseram em depoimento que José Carlos negou a ordem de parada e que teria apontado uma pistola Glock calibre 380 contra os agentes, que resolveram reagir disparando contra o diácono.
No boletim de ocorrência consta que o diácono levou um tiro na região occipital, conhecida como nuca. A Polícia Civil requisitou exames junto ao Instituto de Criminalística para apurar as causas da morte e o protocolo dos agentes envolvidos.


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Uma pistola com munições foi apreendida, de acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). O veículo da vítima também foi periciado.
Policiais usavam câmeras corporais, mas elas estavam desligadas, de acordo com registro da ocorrência. A SSP-SP disse que o protocolo de uso dos equipamentos será apurado e o caso também é acompanhando pela Corregedoria da PM.
Segundo a PM, o homem teria apontado uma arma contra os agentes, que intervieram. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro de Sapopemba, mas não resistiu.
SSP-SP, em nota.
Familiares da vítima disseram ao UOL que ele não oferecia risco para a polícia e que não estava armado. José Carlos foi identificado como pastor, mas era diácono. Ele havia levado uma fiel em sua casa na noite dos disparos. Testemunhas também disseram que policiais tentaram os intimidar e que só apresentaram a ocorrência na Polícia Civil quatro horas após o ocorrido.
Moradores da comunidade em que José Carlos morava chegaram a protestar e interditaram uma via no fim da noite de ontem e seguem pedindo Justiça na tarde de hoje. O homem deixou esposa e filhos, incluindo uma criança de pouco mais de um ano.
Nas redes sociais a esposa lamentou a morte. "Nos últimos tempos, você havia entregado sua vida ao Senhor, buscava andar nos caminhos de Cristo e desejava viver uma nova história. Seu coração já não era o mesmo, porque Jesus havia feito morada nele", relatou em uma publicação em uma rede social.
A igreja que José Carlos servia também publicou sobre sua morte. A Assembleia de Deus Ministério Jeová Rapha fez uma publicação narrando que "seu testemunho de vida e seu exemplo de serviço permanecerão vivos na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo".
A família quer Justiça e não quer que ele seja taxado de criminoso já que ele não era
Familiar, em condição de discrição.
