Transplante capilar e tratamento clínico: quando cada um é indicado?
Primeiro passo é sempre realizar uma avaliação médica especializada

A queda de cabelo é uma queixa cada vez mais frequente nos consultórios e pode afetar homens e mulheres de diferentes idades. Além do impacto estético, muitas pessoas relatam prejuízos na autoestima, na confiança e até mesmo nas relações sociais.
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Com o aumento da procura por soluções para a calvície, uma dúvida comum surge: afinal, quando o tratamento clínico é suficiente e quando o transplante capilar é a melhor opção?
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Antes de pensar em qualquer procedimento, é importante entender que nem toda queda de cabelo é igual. Existem diversas causas para a perda capilar, como alterações hormonais, deficiências nutricionais, estresse, doenças autoimunes, doenças cicatriciais, entre outras, além da a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície.
O primeiro passo é sempre realizar uma avaliação médica especializada. Por meio da história clínica, exame físico, tricoscopia e, quando necessário, exames laboratoriais, é possível identificar a causa do problema e definir a melhor estratégia de tratamento.


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O tratamento clínico tem como objetivo controlar a progressão da queda, fortalecer os fios existentes e estimular o crescimento capilar. Atualmente, dispomos de diversas opções terapêuticas, incluindo medicamentos tópicos e orais, suplementação nutricional quando indicada, procedimentos realizados em consultório e orientações específicas de cuidados capilares.
Em muitos casos, principalmente quando o diagnóstico é precoce, o tratamento clínico consegue estabilizar a doença e proporcionar melhora significativa da densidade e da qualidade dos fios.
Já o transplante capilar é um procedimento cirúrgico indicado para pacientes que apresentam áreas com perda permanente dos cabelos ou redução importante da densidade capilar. Durante a cirurgia, unidades foliculares são retiradas de uma região doadora, geralmente a parte posterior da cabeça, e implantadas nas áreas afetadas.
É importante destacar que o transplante não trata a causa da calvície. Ele redistribui fios de uma área para outra. Por isso, o tratamento clínico continua sendo fundamental mesmo após a cirurgia, ajudando a preservar os cabelos nativos e a manter os resultados a longo prazo.
Outro mito comum é acreditar que o transplante oferece resultados imediatos. Na realidade, os fios transplantados passam por um ciclo natural de crescimento e os resultados começam a ser percebidos gradualmente ao longo dos meses, atingindo seu resultado mais completo entre 12 e 18 meses após o procedimento.
A melhor abordagem nem sempre é escolher entre tratamento clínico ou transplante capilar. Na maioria das vezes, os melhores resultados são alcançados quando ambas as estratégias são utilizadas de forma complementar e personalizada para cada paciente.
O mais importante é buscar avaliação especializada ao notar sinais de queda excessiva, afinamento dos fios ou aumento da transparência do couro cabeludo. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de preservar os cabelos e alcançar resultados satisfatórios.
Dra. Izabella Girelli
Médica Tricologista e Cirurgiã Capilar
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
