Usain Bolt, 26, fez o que era esperado e conquistou o ouro nos 100 m do Mundial de atletismo, em Moscou, disputado sob chuva.
Ontem, o atleta jamaicano mostrou que o seu único rival foi realmente o cronômetro. Ele venceu com o tempo de 9s77, seguido pelo americano Justin Gatlin (9s85) e o também jamaicano Nesta Caster (9s95)
O corredor atual bicampeão olímpico chegou à final com o segundo melhor tempo -9s92, dois décimos a menos do que o seu compatriota, Nickel Ashmeade.
Com o resultado, Bolt volta a ser campeão da prova. Em 2011, na Coreia do Sul, foi desqualificado da final por ter queimado a largada. A prova foi então vencida pelo compatriota Yohan Blake.
"Estou feliz, mas queria ter feito mais. Minhas pernas doíam depois das semifinais, não sei a razão. Assim, o recorde não era possível. Mas na Jamaica não esperavam menos de mim. Sempre esperem que eu domine as provas", afirmou Bolt, que ainda disputará no Mundial as provas dos 200 m e do revezamento 4 x 100 m
O recorde mundial na prova de Bolt -9s58- é ao menos dois décimos superior à de qualquer outro rival na competição na Rússia.
Esta foi a primeira vez desde que ele se tornou recordista dos 100 m, em 2008, que teve oponentes com fichas tão inferiores. Mais do que a disparidade técnica, Bolt viu o páreo encolher por um motivo mais constrangedor: o doping.