Mano Menezes se aproxima da primeira competição pela seleção brasileira, a Copa América, sob desconfiança. Comanda a equipe há quase um ano e ela não deslancha. Apresenta um futebol desconexo e pouco objetivo, sem nenhum atrativo.
O treinador diz estar preparando o time e se irrita com as vaias. "A torcida precisa entender que estamos buscando um caminho"", reclama. No entanto, está difícil encontrar a rota.
A seleção de Mano caracteriza-se pela prudência. Em algumas ocasiões, ele escalou três volantes - embora tenha mandado a campo três atacantes. Noutras, optou por meias que não têm exatamente vocação ofensiva, casos de Elano e Elias.
Reflexo disso é que, se a seleção demonstra consciência defensiva, ofensivamente não agrada. Em 8 jogos, foram apenas 10 gols, nenhum contra rivais de ponta - a equipe de Mano perdeu de Argentina e França por 1 a 0 e ficou no 0 a 0 com a Holanda.
O treinador promete que, na Copa América, a seleção será diferente, mais ousada e agradável de se ver. Argumenta que terá tempo para treinar - os convocados se reúnem no dia 20 e a estreia será em 3 de julho, contra a Venezuela. "É diferente a preparação para um jogo amistoso da de uma partida oficial.""
