O ditado popular ‘nada como um dia após o outro’ nunca foi tão bem empregado no futebol para Emerson Augusto de Carvalho. O assistente de arbitragem que foi execrado no último domingo, na Vila Belmiro, ao não assinalar um triplo impedimento santista que resultou no gol de André, na vitória sobre o Corinthians por 3 a 2, pelo Brasileirão, se redimiu ao deixar o jogo seguir no gol de Marcelo Moreno, que deu a classificação ao Grêmio diante do Coritiba, pela Copa Sul-Americana.
E o bandeirinha comemorou o feito “Estava muito focado, concentrado, e à vontade. Fui feliz no meu trabalho. Estive acima da média”, reconheceu em entrevista recente. Ele ressaltou que a boa atuação no estádio Couto Pereira não teve nenhum significado especial. “Não foi nenhuma resposta nem para tapar a boca de ninguém”.
Emerson, no entanto, reconheceu o erro no clássico paulista. “Eu assumo que errei, mas não foi de propósito. Fui muito infeliz no lance”. Por isso pagou a conta alta demais. “Recebi uma ameaça de morte no dia seguinte após o jogo, em mensagem enviada para o meu celular. Fiz Boletim de Ocorrência”.
Além desse fato, foi afastado pela CBF para arbitrar jogos de menor expressão, como o Campeonato Paulista da Segunda divisão e Copa Paulista. Nem isso o constrange. “Vou cumprir a escala, independente do lugar, do estádio, da divisão que eu for designado para estar. Meu prazer maior é estar em campo. Agora vou pra cima, ainda com mais pegada. Confio em mim, no meu trabalho”.
Emerson conheceu Aristeu Leonardo Tavares, nomeado o novo presidente da Comissão de Arbitragem, e rasgou elogio ao novo chefe. “Como profissional é um dos mais corretos que conheci, já que foi assistente e serve como um grande exemplo. É um dos melhores que o país já teve. Como pessoa é integro, tem caráter”.