Após denúncia, escola diz oferecer apoio psicológico a menina agredida em Arapiraca
Direção afirmou que o estudante apontado como responsável pelo episódio foi suspenso
Após a denúncia de que uma menina de 9 anos foi agredida dentro de uma escola municipal de Arapiraca e está há três meses sem voltar às aulas, a direção da unidade se manifestou sobre o caso. Em conversa com a reportagem da GazetaWeb, nesta sexta-feira (6), a equipe confirmou que a estudante foi puxada pelo braço por outra criança, informou que o aluno foi suspenso e apresentou as medidas de assistência disponibilizadas à família.
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Segundo a direção, a criança recebeu assistência após o episódio e a escola adotou providências em relação ao estudante apontado como responsável pela agressão. A equipe confirmou que a menina foi puxada pelo braço, caiu e precisou ser encaminhada ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA). De acordo com a versão apresentada pela escola, não houve fratura.
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Ainda conforme a direção, o outro estudante envolvido foi suspenso. A mãe dele também teria arcado com os custos dos medicamentos utilizados no atendimento da menina.
Um dos principais pontos apresentados pela escola diz respeito à assistência psicológica. A direção informou que disponibilizou uma profissional de psicologia para acompanhar a criança e que também existe a possibilidade de atendimento no Centro de Atendimento Educacional Especializado, vinculado à Secretaria Municipal de Educação.


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Para ter acesso ao serviço, entretanto, a mãe precisa levar a menina até a escola. A partir da unidade de ensino, há transporte gratuito para conduzir as duas até o centro especializado e garantir o retorno.
Segundo a direção, o transporte fica disponível às segundas e terças-feiras. O veículo, porém, não realiza o percurso até a residência da família.
A escola afirma que já orientou a mãe sobre a disponibilidade do serviço e pede que a menina retorne à unidade para retomar as atividades escolares e iniciar o acompanhamento psicológico.

Criança está há três meses fora da sala de aula
A menina está sem frequentar a escola há aproximadamente 90 dias. Conforme a denúncia apresentada pela mãe, Stefane de Souza Silva, a filha desenvolveu medo de voltar à sala de aula depois dos episódios de violência relatados pela família.
Na primeira reportagem sobre o caso, a mãe também informou que não dispõe de condições financeiras para custear o deslocamento necessário ao atendimento psicológico oferecido pelo município.
A direção, por sua vez, sustenta que o transporte gratuito está disponível, desde que a criança seja levada inicialmente à escola.
A equipe gestora informou ainda que o caso está sob análise do setor jurídico da Secretaria Municipal de Educação. A reportagem foi encaminhada à pasta para obter esclarecimentos adicionais sobre as providências adotadas pela rede municipal.
A escola informou que permanece à disposição para prestar assistência à estudante e reforçou a necessidade de que ela retome o acompanhamento educacional e psicológico.
