Criança de 9 anos é agredida em escola e está há três meses sem frequentar a sala de aula
Mãe faz apelo por ajuda para que menina tenha acesso a atendimento psicológico

A mãe de uma criança de 9 anos está em busca de ajuda, em Arapiraca, para que a filha dela tenha acesso a um tratamento psicológico após ter sido vítima de bullying e de agressão física na Escola Zélia Barbosa Rocha, situada no bairro Nova Esperança, no município do Agreste. A menina tem diagnóstico de TDH e também sofre de epilepsia.
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Stefane de Souza Silva contou que a filha não frequenta a escola há três meses por medo de voltar à sala de aula e ser vítima de novas agressões. Da última vez em que ela esteve no local, foi parar no Hospital de Emergência do Agreste (HEA) com o braço machucado. A mãe chegou a levá-la para fazer o exame de corpo de delito e também registrou Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil (PC).
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De acordo com ela, a escola já havia sido comunicada a respeito das agressões que a criança vinha sofrendo, mas não adotou nenhuma providência. Agora, diante das ausências da criança na unidade de ensino, a Secretaria de Educação tem cobrado que a menina volte à sala de aula.

Stefane conta, no entanto, que a criança chora e não quer frequentar nenhuma unidade de ensino. Para que isso volte a acontecer, precisa passar por um tratamento psicológico.


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“Ela chora muito e tem medo do menino matar ela. Já chegaram a jogar laranja, caneta, já deram chute nas partes íntimas que a deixaram sem urinar e, da última vez, tentaram quebrar o braço dela”, afirmou a mãe.
Sem condições de pagar o transporte para que a filha receba atendimento psicológico ofertado pelo município em outro bairro, distante do que ela mora, a mãe procurou a reportagem para pedir ao município que dê atenção nesse sentido.
Em posicionamento sobre o caso, a escola informou que está acompanhando a situação e que já disponibilizou uma psicóloga para prestar atendimento à criança. A unidade também explicou que o acompanhamento psicológico é realizado por meio do Centro de Atendimento Educacional Especializado, vinculado à Secretaria Municipal de Educação. Para ter acesso ao serviço, a mãe precisa comparecer à escola, de onde poderá seguir com a criança para o atendimento.
A direção informou ainda que disponibiliza transporte escolar às segundas e terças-feiras para levar os alunos até o Centro de Atendimento Educacional Especializado. A escola orientou que outras informações sobre as providências adotadas e o acompanhamento do caso sejam solicitadas diretamente à Secretaria Municipal de Educação.
