MPT recebeu 94 denúncias de assédio eleitoral em Alagoas
Após o segundo turno das eleições foram recebidos 43 casos

De janeiro até a última quarta-feira (4), o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas recebeu 94 denúncias de assédio eleitoral. Desse total, apenas relacionadas ao período após o segundo turno das eleições, foram recebidas 43 denúncias.
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As denúncias de assédio eleitoral levaram o MPT e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a uma atuação conjunta para identificar as possíveis retaliações por posicionamentos políticos e ideológicos em Alagoas, coibindo demissões motivadas pela escolha do voto e condutas discriminatórias.
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A atuação integrada foi definida após reunião realizada na última quarta-feira (4) entre procuradores do Trabalho e auditores-fiscais do Trabalho e busca coibir demissões motivadas pela escolha do voto, condutas discriminatórias e outras práticas ilegais.
Uma das medidas adotadas será o intercâmbio de informações entre MPT e MTE que deverão contribuir para as investigações em curso.


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"Através da atuação conjunta com a SRTE, o Ministério Público do Trabalho em Alagoas pretende dar ainda mais efetividade ao combate ao assédio eleitoral e à discriminação por razões políticas, reforçando, assim, a democracia, a liberdade de escolha política e os direitos dos trabalhadores", ressaltou a procuradora-chefe do MPT/AL, Marcela Dória.
Já o auditor-fiscal do Trabalho Cesar Fontoura reforçou a importância de combater mais um tipo de assédio no ambiente laboral. "O Ministério do Trabalho e Emprego sempre combateu o assédio no ambiente de trabalho, seja moral, seja sexual, seja salarial, e agora com essa parceria com o MPT e Justiça do Trabalho, vamos também combater esse novo tipo de assédio, o assédio político-eleitoral", disse.
