Pesquisas eleitorais não podem mais ser registradas a partir desta terça
Prazo para registro de pesquisas de intenção de voto terminou nesta semana. Segundo TSE, sistema passou por melhorias e transparência

Faltando menos de uma semana para o segundo turno das eleições de 2026, as pesquisas de intenção de voto não poderão mais ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Conforme o calendário estabelecido pela legislação, o prazo para colocar os levantamentos dos institutos no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) terminou nesta segunda-feira (19/10).
Leia também
As pesquisas realizadas antes do dia das eleições podem ser divulgadas a qualquer momento, inclusive no próprio dia da votação.
O levantamento da Quaest está previsto para esta quarta-feira (21/10), com as intenções de voto para o 2º turno das eleições presidenciais de 2026. Na pesquisa anterior, divulgada na semana passada, Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) estavam em empate técnico. O senador tinha 46%, e o candidato petista, 44%. A diferença de dois pontos estava dentro da margem de erro.


Polícia prende suspeito de estupro de criança de 10 anos em Quebrangulo

CRB perde para o Botafogo-SP por 1 a 0 - 19/10/2026

Crime no Tabuleiro dos Martins, homem é morto com disparos de arma de fogo

Botafogo-SP abre placar contra o CRB e deixa Rei Pelé em silêncio
O próximo Datafolha sobre a disputa presidencial deve ser divulgado na quinta-feira (22/10). Na semana passada, o instituto mostrou os dois candidatos ao Palácio do Planalto também tecnicamente empatados. Flávio Bolsonaro pontuou 47%, e Lula, 45%
No sábado (24/10), véspera do pleito, Quaest e Datafolha divulgarão as últimas pesquisas de intenção de voto.

Novas regras
Ao divulgar os resultados de uma pesquisa eleitoral, o TSE estabelece que é obrigatório informar:
O período de realização da coleta de dados;
A margem de erro;
O nível de confiança;
O número de entrevistas;
O nome da entidade ou da empresa que a realizou e, se for o caso, de quem a contratou;
O número de registro da pesquisa.
O registro da pesquisa não implica a obrigatoriedade da divulgação dos resultados e a Justiça Eleitoral também não realiza qualquer controle prévio sobre os dados nem é responsável pela divulgação.
Em setembro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, implementou melhorias no sistema de pesquisas para ampliar o detalhamento metodológico e a transparência dos levantamentos eleitorais.
As mudanças foram baseadas em parecer técnico elaborado por um grupo de trabalho após reunião entre o magistrado e representantes de empresas do setor.
As novas regras começaram a valer em 5 de novembro, um dia após o primeiro turno das eleições. Os dados dos levantamentos deverão ser apresentados de forma mais padronizada e detalhada.
Todas as pesquisas deverão estar sujeitas a um questionário de nove páginas, que exige, por exemplo, especificar os municípios onde foi feita e o registro exato de data e hora do início e do fim das entrevistas.
Os institutos também deverão informar:
Representatividade e amostra – Descrição da população representada, classificação do plano amostral, tamanho projetado da amostra, nível de confiança e margem de erro máxima esperada;
Procedimentos de campo – Base ou método utilizado para acessar o eleitorado e indicação sobre o uso de mídias (como áudios, vídeos ou imagens) na aplicação da entrevista;
Estrutura do questionário – Informações sobre a ordem de apresentação das perguntas aos entrevistados.
Em 8 de junho, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão da pesquisa da AtlasIntel após um pedido do Partido Liberal (PL), que alegou indícios de comprometimento da metodologia adotada pelo instituto.
Para o magistrado, houve indicativos de que “a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”.
