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HOME > blogs > EDIVALDO JÚNIOR
Imagem ilustrativa da imagem JHC critica segurança, mas Alagoas reduziu homicídios em quase 60%

BLOG DO
Edivaldo Júnior

JHC critica segurança, mas Alagoas reduziu homicídios em quase 60%


				JHC critica segurança, mas Alagoas reduziu homicídios em quase 60%
JHC participa de sabatina na TV Pajuçaera. Reprodução Instagram

Na sabatina da TV Pajuçara, JHC escolheu a segurança pública como uma das áreas para atacar o governo estadual. Disse que Alagoas vive uma situação preocupante, falou em violência “galopante” no interior e afirmou que o Estado registra cerca de três mortes por dia.

Alagoas ainda tem um problema sério de violência. Isso é fato. Mas a fala de JHC deixa de fora uma parte importante da história recente da segurança pública no Estado.

Quando se olha a série histórica, a queda é expressiva. Alagoas saiu de 2.247 Crimes Violentos Letais Intencionais em 2013 para 948 em 2025. É uma redução de 57,8% — quase 60%.

A redução começou ainda no governo Renan Filho, a partir de 2015, com reforço de inteligência, integração das polícias, ampliação da Força-Tarefa e implantação dos Centros Integrados de Segurança Pública. A política teve continuidade no governo Paulo Dantas, com novos investimentos em equipamentos, viaturas, unidades e pessoal.

Isso não significa que o problema esteja resolvido. Alagoas ainda precisa reduzir mais os índices, especialmente em áreas do interior e em crimes contra a mulher.

Mas a evolução existe e é relevante. O ponto mais fraco da resposta de JHC apareceu quando a entrevistadora pediu justamente uma meta.

Questionado sobre quanto pretendia reduzir as mortes violentas até o fim do mandato, ele não apresentou percentual nem número. Falou em valorização profissional, modernização das polícias, inteligência, patrulhamento ostensivo, participação das guardas municipais e criação de patrulhas especializadas.

JHC também defendeu maior participação das guardas municipais na segurança pública. É uma proposta possível, mas que chama atenção quando comparada com sua experiência em Maceió.

Durante a maior parte de sua gestão na Prefeitura, a Guarda Municipal não teve expansão do seu efetivo. O concurso só foi lançado no fim do governo, e JHC deixou o cargo sem concluir o processo.

Na sabatina, o candidato também disse que pretende ampliar a estrutura prisional. Ao ser perguntado sobre o regime semiaberto, reconheceu que a construção de uma unidade específica não estava prevista no plano de governo, mas afirmou que considera a necessidade “premente e óbvia” e passou a defender um presídio para o semiaberto ou a adaptação de uma estrutura existente.

A comparação, portanto, não deve ser feita negando os problemas atuais. Deve ser feita olhando os dois lados.

JHC critica uma área que ainda precisa avançar, mas que reduziu em quase 60% as mortes violentas desde o pior momento da série histórica.E, ao apresentar sua alternativa, ficou devendo justamente o dado mais objetivo da sabatina: quanto pretende reduzir?